Quaest aponta redução da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro
Levantamento indica aproximação entre Lula e Flávio Bolsonaro, estabilidade na desaprovação do governo e empate técnico em cenários testados.
Fotos: Ricardo Stuckert/Rodrigo Viana/CC
A mais recente pesquisa da Quaest mostra que a corrida presidencial de 2026 ficou mais apertada. O levantamento indica que a diferença nas intenções de voto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em um eventual segundo turno, diminuiu de forma consistente desde o ano passado.
Em agosto de 2025, Lula aparecia com 48% contra 32% de Flávio, uma vantagem de 16 pontos percentuais. Em dezembro, o placar passou a 46% a 36%. Já em janeiro de 2026, a diferença caiu para 45% a 38%.
Agora, em fevereiro, o cenário é de 43% para Lula e 38% para Flávio — distância de 5 pontos, dentro da margem de erro, configurando empate técnico no limite estatístico.
Avaliação do governo
- A sondagem também mediu a percepção dos eleitores sobre o governo federal.
- A desaprovação ficou em 49%, repetindo o índice observado nos dois meses anteriores.
- Já a aprovação recuou para 45%, após marcar 47% em janeiro e 48% em dezembro. Outros 6% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
Disputa no primeiro turno
Nos cenários de primeiro turno simulados, Flávio Bolsonaro aparece com o segundo maior índice de intenções de voto em todas as combinações testadas, sempre atrás de Lula. O senador foi avaliado em disputas que incluem nomes como Ratinho Junior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.
Em uma das simulações, com Eduardo Leite como candidato do PSD, Lula registra 37% das intenções de voto e Flávio chega a 33%, caracterizando empate técnico. Os demais postulantes não ultrapassam a faixa de 4%.
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Como a pesquisa foi feita
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 9 de fevereiro, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral.
Os dados sinalizam um ambiente eleitoral mais competitivo e indicam que, apesar de Lula ainda liderar, o espaço entre os dois principais nomes da disputa diminuiu ao longo dos últimos meses.
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