Ouro sobe e volta a superar US$ 5 mil após decisão da Suprema Corte
Mercado reage a posição da Suprema Corte e a dados de inflação
Foto: Envato Elements
O ouro fechou em alta nesta sexta-feira (20) nos Estados Unidos, voltou a superar o nível de US$ 5 mil por onça-troy e encerrou cotado a US$ 5.080,90 na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York.
O movimento ocorreu após decisão da Suprema Corte americana que limitou a imposição de tarifas comerciais pelo governo dos EUA, além da divulgação de novos dados de inflação acompanhados pelo Federal Reserve (Fed).
A combinação desses fatores aumentou a volatilidade do mercado e reforçou a busca por ativos considerados mais seguros.
O contrato para abril avançou 1,67% no dia, recuperando o patamar perdido na sessão anterior. Já a prata para março subiu 6,07%, fechando a US$ 82,34 por onça-troy.
Decisão judicial influencia expectativas
A alta do ouro ocorreu após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir contra parte das tarifas impostas pelo governo.
A medida reduziu, ao menos temporariamente, a incerteza sobre novas barreiras comerciais, mas manteve dúvidas sobre possíveis alternativas legais para implementar restrições semelhantes.
Analistas avaliam que disputas comerciais podem impactar inflação, crescimento econômico e decisões de política monetária.
Mesmo com a decisão, o cenário ainda é considerado indefinido, já que o governo pode buscar novos instrumentos jurídicos para manter medidas tarifárias.
Dados de inflação no radar
O mercado também reagiu à divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador de inflação preferido do Fed. O núcleo do índice mostrou avanço em dezembro, em linha com expectativas.
Dirigentes do banco central americano indicaram que ainda aguardam sinais mais consistentes de desaceleração da inflação antes de considerar cortes nos juros. A meta oficial é levar o índice para 2% ao ano.
Contexto econômico
Em momentos de incerteza econômica ou política, o ouro costuma ganhar espaço como proteção de valor. Ao mesmo tempo, a trajetória dos juros influencia diretamente o preço do metal, já que taxas elevadas tendem a reduzir a atratividade de ativos que não pagam rendimento.
Com o cenário misto entre inflação persistente e incertezas comerciais, investidores seguem atentos aos próximos dados econômicos e às sinalizações do Fed sobre política monetária.
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