Michelle Bolsonaro celebra rejeição de Messias para o STF e expõe derrota do governo no Senado
A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal foi rejeitada pelo Senado, representando uma derrota política importante para o governo Lula.
Imagem: Isac Nóbrega/PR
A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal ganhou forte repercussão política nesta semana, especialmente após a manifestação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A frase-chave — Michelle Bolsonaro celebra rejeição de Messias para o STF — resume o tom adotado nas redes sociais, onde ela afirmou que “a justiça de Deus foi feita”. O episódio marca um revés relevante para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e evidencia a dificuldade de articulação no Senado.
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O Senado decidiu barrar o nome de Jorge Messias, mesmo após sua aprovação na sabatina na Comissão de Constituição e Justiça. A votação final em plenário consolidou a rejeição, algo considerado raro para indicações ao Supremo.
A decisão ocorreu nesta semana, em Brasília, e reflete um ambiente político mais tenso entre o Executivo e parte do Legislativo. A indicação havia sido feita por Lula com o objetivo de preencher uma vaga estratégica na mais alta Corte do país, mas enfrentou resistência crescente ao longo das negociações.
Nos bastidores, parlamentares apontaram preocupações com o perfil do indicado e sua proximidade com o governo como fatores que pesaram contra sua aprovação. Além disso, a mobilização contrária ganhou força nos dias que antecederam a votação.
Michelle Bolsonaro celebra rejeição de Messias para o STF nas redes
A reação de Michelle Bolsonaro foi uma das mais emblemáticas após o resultado. Ligada a segmentos religiosos e com forte presença digital, ela compartilhou a publicação do senador Marcio Bittar, que comemorava a rejeição, e acrescentou a frase que repercutiu amplamente: “A justiça de Deus foi feita”.
O posicionamento reforça sua atuação como liderança entre eleitores conservadores e evangélicos. Ao se manifestar publicamente, Michelle também sinaliza alinhamento com a oposição ao governo Lula, ampliando o impacto político do episódio.
A declaração rapidamente circulou nas redes sociais e gerou reações tanto de apoio quanto de críticas, ampliando o debate sobre a influência religiosa nas decisões políticas.
Divergência entre aliados conservadores chama atenção
Apesar da comemoração de Michelle Bolsonaro, nem todos os nomes ligados ao campo conservador compartilharam da mesma visão. O ministro do STF André Mendonça adotou uma postura distinta ao lamentar a rejeição de Messias.
Em manifestação pública, Mendonça afirmou que o Brasil perdeu a oportunidade de contar com um ministro qualificado, destacando o caráter e a integridade do indicado. A fala evidencia divisões internas, mesmo entre grupos que, em tese, compartilham valores semelhantes.
O ministro também ressaltou a importância de apoio em momentos adversos, em uma mensagem interpretada como gesto de solidariedade pessoal a Messias.
Articulação política foi decisiva para o resultado
A rejeição não ocorreu de forma isolada. Houve uma articulação política significativa no Senado para barrar a indicação. Entre os nomes mais ativos nesse movimento está o senador Flávio Bolsonaro, que liderou esforços para consolidar votos contrários.
Além disso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teve papel relevante na condução do processo, enquanto o ministro Alexandre de Moraes também foi citado no contexto das articulações políticas que envolveram o cenário institucional.
Esse conjunto de forças contribuiu para inviabilizar a aprovação, demonstrando a complexidade das negociações e o peso das alianças no Congresso.
Apoios e acenos não foram suficientes
Durante sua trajetória até a votação, Jorge Messias buscou ampliar seu apoio. Ele fez acenos à oposição, defendeu uma atuação mais contida do STF e tentou dialogar com lideranças religiosas, incluindo sua ligação com a Igreja Batista.
Apesar desses esforços, o movimento não foi suficiente para reverter a resistência no plenário. A rejeição mostra que, em indicações ao Supremo, fatores políticos e estratégicos muitas vezes se sobrepõem a credenciais técnicas ou apoios pontuais.