IBC-Br cresce 1,88% em 12 meses até fevereiro

Indicador do Banco Central aponta perda de ritmo da atividade econômica, com desaceleração em serviços, indústria e agropecuária.

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Última atualização:  16 de abr, 2026 às 14:10
Imagem que demonstra a relação entre o Brasil e o dinheiro, com notas de reais, uma planilha financeira e uma bandeira brasileira ao fundo. Imagem: Envato Elements.

O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, registrou alta de 1,88% nos 12 meses encerrados em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central do Brasil. O resultado indica desaceleração da atividade econômica, já que no período encerrado em janeiro o crescimento acumulado era de 2,28%.

No curto prazo, porém, o indicador mostrou leve surpresa positiva. O IBC-Br avançou 0,6% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, levemente acima dos 0,5% esperados pelo mercado. O desempenho foi puxado principalmente pela indústria, que cresceu 1,2% no período.

Apesar do avanço mensal, a comparação anual trouxe um sinal mais negativo. O IBC-Br apresentou queda de 0,3% frente a fevereiro de 2025, contrariando a expectativa de alta de 0,2% do mercado. A retração foi disseminada entre todos os segmentos.

Segundo Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart, a queda é explicada “pela desaceleração gradual na economia brasileira, que crescia em ritmo constante e acima do potencial ao longo do primeiro semestre do ano passado”.

Para esse primeiro semestre, espera-se que haja crescimento na atividade econômica brasileira, sustentado principalmente pelas medidas já divulgadas pelo Governo de apoio ao consumo. Porém, com desaceleração quando comparado ao crescimento do ano passado. Para o COPOM, a expectativa continua em um corte de 25 bps na próxima reunião, que acontece no final desse mês”, acrescenta.

Desempenho por setores mostra perda de força

A desaceleração foi disseminada entre os principais segmentos da economia. O índice que exclui a agropecuária avançou 1,40% em 12 meses, abaixo dos 1,65% registrados até janeiro.

Já o setor agropecuário, que vinha sustentando parte do crescimento, também perdeu fôlego. O avanço caiu de 12,48% para 9,66% no mesmo período.

Outros segmentos também mostraram desaceleração:

  • Serviços: de 2,10% para 1,91%
  • Impostos sobre produtos: de 0,70% para 0,13%

Saiba mais:

Crescimento modesto no início de 2026

No acumulado de janeiro a fevereiro de 2026, o IBC-Br total registrou alta de 0,39% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O desempenho por setor foi misto:

  • Serviços: +1,60%
  • Ex-agropecuária: +0,49%
  • Agropecuária: -0,41%
  • Indústria: -1,24%
  • Impostos: -1,98%

Os dados mostram que o crescimento segue sustentado principalmente pelo setor de serviços, enquanto indústria e agro apresentam retração no início do ano.

Atividade mantém avanço no trimestre móvel

Apesar da desaceleração anual, a atividade econômica apresentou avanço no curto prazo. No trimestre móvel encerrado em fevereiro, o IBC-Br cresceu 1,13%, na série com ajuste sazonal.

O desempenho por setor no período foi positivo:

  • Agropecuária: +1,78%
  • Serviços: +1,10%
  • Indústria: +1,01%
  • Impostos: +1,35%

Já na comparação com o mesmo trimestre de 2025, sem ajuste sazonal, o índice geral avançou 1,28%. Na comparação anual do trimestre, os serviços mantiveram crescimento mais robusto, com alta de 2,18%. Por outro lado, a indústria registrou queda de 0,26%, enquanto os impostos recuaram 0,45%.

Com informações de Bacen e UOL Notícias

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.