Fundos de logística e de escritórios são as principais apostas para 2026, apontam especialistas

Gestores apontam potencial de valorização em ativos de tijolo e oportunidades de rendimento em fundos de fundos

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Última atualização:  20 de fev, 2026 às 11:14
principais fundos imobiliários 2026 (Imagem: CanvaGetty/Images)

Em um cenário de maior seletividade e volatilidade esperado no ano eleitoral, gestores de fundos de fundos (FoFs) e multiestratégia identificam oportunidades de captura de valor em diferentes segmentos do mercado imobiliário.

Segundo Isabella Almeida, gestora do RBFM11 (Rio Bravo Multiestratégia), o segmento logístico apresenta cenário operacional robusto, encerrando o ano passado com a menor taxa de vacância da série histórica, mesmo diante da entrega de novos empreendimentos.

“A demanda aquecida por espaços logísticos, sobretudo próximos aos grandes centros urbanos, já começa a se refletir em revisões positivas de aluguel, favorecendo os proprietários”, afirmou no programa Liga de FIIs, do InfoMoney.

Apesar de fundos de logística não estarem tão descontados em relação ao valor patrimonial quanto outros segmentos, Almeida aponta que ainda há espaço para crescimento de receitas e melhorias operacionais.

No segmento corporativo, a estratégia é mais tática, voltada ao ganho de capital. Fundos de lajes ainda negociam com descontos relevantes, em alguns casos entre 25% e 30% frente ao valor patrimonial. O RBFM11 prioriza ativos em regiões primárias de São Paulo, como Faria Lima, Vila Olímpia, Paulista e Pinheiros, onde a recuperação de vacância já é mais evidente.

Oportunidades em diversos segmentos

Para Mauro, gestor do HFOF11, as oportunidades não se restringem a um único segmento. Ele avalia que logística, shoppings, lajes corporativas e crédito oferecem perspectivas interessantes neste momento.

Enquanto logística e shoppings apresentam desempenho operacional consistente com descontos moderados, lajes corporativas concentram os maiores deságios, podendo gerar ganhos expressivos caso as expectativas operacionais se confirmem.

Mauro também destaca o potencial de segurança dos próprios FoFs, que combinam valorização de ativos de tijolo com rendimento típico dos fundos de papel. Muitos desses fundos negociam com “duplo desconto”, somando deságio do próprio fundo e dos ativos de sua carteira.

No HFOF11, a recompra de cotas tem sido a principal estratégia recente, reduzindo o número de cotas em circulação e tendendo a elevar o valor patrimonial por cota remanescente.

Com informações de InfoMoney

Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.