Fluxo estrangeiro na B3 soma R$ 42,5 bilhões em 2026 e já supera todo o ano de 2025

O fluxo estrangeiro na B3 totalizou R$ 42,56 bilhões entre janeiro e fevereiro de 2026, superando todo o saldo registrado em 2025.

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Última atualização:  05 de mar, 2026 às 10:56
Logotipo da bolsa de valores brasileira com fundo de gráfico de ações e linhas de tendência em tom azul. Imagem: iStock/Galeanu Mihai/Reprodução - Montagem: Giovanna Figueredo

O fluxo estrangeiro na B3 alcançou R$ 42,56 bilhões entre janeiro e fevereiro de 2026, consolidando um dos inícios de ano mais fortes da série histórica recente. O movimento ocorreu na B3, em São Paulo, e envolve tanto operações em IPOs e follow-ons quanto compras no mercado secundário.

O que chama atenção é que, em apenas dois meses, o volume já supera em 1,58 vez todo o saldo registrado ao longo de 2025, quando a entrada líquida de capital estrangeiro somou R$ 26,87 bilhões. O dado sinaliza uma mudança relevante na intensidade do apetite internacional por ativos brasileiros em 2026.

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O que aconteceu e por que o número é relevante

O fluxo estrangeiro na B3 totalizou R$ 42,56 bilhões no primeiro bimestre do ano. Desse montante, R$ 26,47 bilhões entraram em janeiro e R$ 16,09 bilhões em fevereiro.

O resultado é expressivo por três razões principais:

  • Já supera todo o fluxo de 2025;
  • Coloca 2026, ainda em fevereiro, próxima de anos completos considerados robustos;
  • Indica retomada mais intensa do interesse do investidor internacional pela bolsa brasileira.

Para efeito de comparação, o valor acumulado no período equivale ao valor de mercado da RD Saúde (RADL3), estimado em cerca de R$ 41,8 bilhões.

Fluxo estrangeiro na B3 atinge maior nível mensal desde 2022

Janeiro de 2026 foi o mês mais forte desde janeiro de 2022, considerando a base disponível que inclui IPOs e ofertas subsequentes. O volume de R$ 26,47 bilhões naquele mês marcou uma retomada expressiva da entrada de capital externo.

Fevereiro, com R$ 16,09 bilhões, aparece como o oitavo melhor mês do período analisado.

Mesmo ao desconsiderar ofertas primárias e follow-ons, o saldo praticamente não muda: o fluxo estrangeiro na B3 soma R$ 42,41 bilhões no acumulado do ano até fevereiro. Isso mostra que a maior parte do movimento está concentrada no mercado secundário — ou seja, na compra líquida de ações já listadas.

Comparação histórica reforça força de 2026

Historicamente, o fluxo atual se aproxima de marcas registradas em anos considerados positivos para a bolsa brasileira.

Em 2023, por exemplo, o saldo total foi de R$ 44,85 bilhões — pouco acima do acumulado de apenas dois meses de 2026. Já 2022 segue como o recorde desde 2016, com R$ 100,82 bilhões de entrada líquida.

O ritmo observado no início deste ano indica que, se mantido, 2026 pode se posicionar entre os períodos mais relevantes da última década em termos de entrada de capital internacional.

Como o fluxo estrangeiro impacta o mercado

O impacto do fluxo estrangeiro na B3 vai além do volume financeiro. A entrada consistente de capital tende a:

  • Aumentar a liquidez das ações;
  • Sustentar ciclos de valorização do Ibovespa;
  • Reduzir volatilidade em determinados períodos;
  • Reforçar a confiança institucional no mercado brasileiro.

Além disso, o fato de o fluxo estar concentrado no mercado secundário mostra que os investidores não estão apenas participando de novas emissões, mas ampliando posições em empresas já listadas.

Entre os exemplos comparativos citados, o volume de janeiro é próximo ao valor de mercado da Klabin (KLBN11), enquanto o montante de fevereiro se aproxima do valuation da Comgás.

Por que o capital estrangeiro está mais ativo em 2026

Embora o levantamento destaque principalmente os números, a intensificação do fluxo estrangeiro na B3 pode estar associada a fatores como:

  • Valuation ainda considerado atrativo das empresas brasileiras;
  • Expectativas sobre política monetária global;
  • Movimentos de realocação para mercados emergentes;
  • Busca por diversificação geográfica.

A mudança de intensidade no comportamento do capital internacional sugere uma reavaliação do risco Brasil no início do ano.

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