Dívida pública bruta encerra janeiro em 78,7% do PIB, abaixo do esperado

Setor público registra superávit e dívida líquida recua no mês

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27 de fev, 2026 às 10:00
Notas de 100 reais e moedas espalhadas, representando dinheiro e economia no Brasil. Foto: Envato Elements

A dívida pública bruta do Brasil fechou janeiro em 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Banco Central, em Brasília. O resultado ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que projetava 79,0%.

No mesmo período, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 103,7 bilhões, enquanto a dívida líquida recuou para 65,0% do PIB.

O desempenho reflete o resultado positivo das contas públicas no início do ano e ajustes sazonais comuns ao período.

A dívida bruta corresponde ao total de obrigações do governo federal, INSS e governos regionais. Já a dívida líquida considera os ativos do setor público, como reservas internacionais.

Superávit reforça resultado

O setor público consolidado, que reúne governo central, Estados, municípios e estatais, apresentou superávit primário de R$ 103,689 bilhões em janeiro. O número ficou ligeiramente acima das estimativas de analistas.

O governo central foi responsável pela maior parte do saldo positivo, com superávit de R$ 87,274 bilhões. Estados e municípios também registraram resultado favorável, com saldo positivo de R$ 21,284 bilhões. As estatais, por outro lado, tiveram déficit de R$ 4,869 bilhões no mês.

O resultado primário considera receitas e despesas do governo, sem incluir o pagamento de juros da dívida.

Dívida líquida recua

A dívida líquida do setor público caiu de 65,3% do PIB em dezembro para 65,0% em janeiro. O dado ficou próximo das expectativas do mercado e indica leve melhora na relação entre passivos e ativos do governo.

Especialistas apontam que janeiro costuma registrar resultados fiscais mais fortes devido à entrada de receitas concentradas no início do ano, como impostos e tributos.

Impacto no cenário econômico

A trajetória da dívida pública é acompanhada de perto por investidores e agências de classificação de risco, pois influencia a percepção de solvência do país.

Níveis elevados de endividamento podem pressionar juros e afetar decisões de política monetária.

Apesar do resultado melhor que o esperado, economistas ressaltam que o desafio fiscal permanece no radar, especialmente diante das metas de resultado primário e da necessidade de controle de gastos ao longo do ano.

O comportamento da dívida nos próximos meses dependerá do ritmo de crescimento da economia, da arrecadação federal e do cumprimento das metas fiscais estabelecidas pelo governo.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.