Dívida bruta do Brasil avança para 79,2% do PIB em fevereiro

O endividamento do governo chegou a R$ 10,178 trilhões no período, segundo o Banco Central. O indicador é monitorado por agências de risco e investidores.

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Última atualização:  31 de mar, 2026 às 11:40
Notas de R$ 100 reais. Imagem: Envato Elements.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil subiu de 78,7% para 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB) entre janeiro e fevereiro, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central do Brasil nesta segunda-feira (30).

Em termos nominais, o endividamento do setor público passou de R$ 10,080 trilhões para R$ 10,178 trilhões no período. O indicador reúne compromissos financeiros do governo federal, estados e municípios, mas não inclui as dívidas do próprio Banco Central nem das empresas estatais.

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Indicador segue abaixo do pico registrado durante a pandemia

Apesar da alta registrada em fevereiro, o nível atual da dívida ainda permanece inferior ao maior patamar da série histórica. O recorde foi observado em dezembro de 2020, quando o indicador atingiu 87,6% do PIB, refletindo o aumento dos gastos públicos adotados para enfrentar os efeitos econômicos da pandemia de covid-19.

Por outro lado, o nível mais baixo da série ocorreu em dezembro de 2013, quando a dívida representava 51,5% do PIB.

Critério do FMI mostra endividamento mais elevado

Quando calculada pelo conceito adotado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida pública brasileira apresenta proporção ainda maior. Nesse método, a DBGG passou de 92,7% do PIB em janeiro para 94% em fevereiro.

Esse indicador costuma ser acompanhado de perto por investidores e agências internacionais de classificação de risco, já que ajuda a medir a capacidade de pagamento do país.

Dívida líquida do setor público também cresce

Outro dado divulgado pelo Banco Central do Brasil foi o da Dívida Líquida do Setor Público (DLSP). Esse indicador, que considera as reservas internacionais do Brasil, avançou de 65% para 65,5% do PIB entre janeiro e fevereiro.

Em valores absolutos, a dívida líquida alcançou R$ 8,420 trilhões no período. Economistas costumam analisar em conjunto os dados de dívida bruta e líquida para avaliar a situação fiscal do país e o nível de sustentabilidade das contas públicas.

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Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.