Dívida bruta do Brasil avança para 79,2% do PIB em fevereiro
O endividamento do governo chegou a R$ 10,178 trilhões no período, segundo o Banco Central. O indicador é monitorado por agências de risco e investidores.
Imagem: Envato Elements.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil subiu de 78,7% para 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB) entre janeiro e fevereiro, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central do Brasil nesta segunda-feira (30).
Em termos nominais, o endividamento do setor público passou de R$ 10,080 trilhões para R$ 10,178 trilhões no período. O indicador reúne compromissos financeiros do governo federal, estados e municípios, mas não inclui as dívidas do próprio Banco Central nem das empresas estatais.
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Indicador segue abaixo do pico registrado durante a pandemia
Apesar da alta registrada em fevereiro, o nível atual da dívida ainda permanece inferior ao maior patamar da série histórica. O recorde foi observado em dezembro de 2020, quando o indicador atingiu 87,6% do PIB, refletindo o aumento dos gastos públicos adotados para enfrentar os efeitos econômicos da pandemia de covid-19.
Por outro lado, o nível mais baixo da série ocorreu em dezembro de 2013, quando a dívida representava 51,5% do PIB.
Critério do FMI mostra endividamento mais elevado
Quando calculada pelo conceito adotado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida pública brasileira apresenta proporção ainda maior. Nesse método, a DBGG passou de 92,7% do PIB em janeiro para 94% em fevereiro.
Esse indicador costuma ser acompanhado de perto por investidores e agências internacionais de classificação de risco, já que ajuda a medir a capacidade de pagamento do país.
Dívida líquida do setor público também cresce
Outro dado divulgado pelo Banco Central do Brasil foi o da Dívida Líquida do Setor Público (DLSP). Esse indicador, que considera as reservas internacionais do Brasil, avançou de 65% para 65,5% do PIB entre janeiro e fevereiro.
Em valores absolutos, a dívida líquida alcançou R$ 8,420 trilhões no período. Economistas costumam analisar em conjunto os dados de dívida bruta e líquida para avaliar a situação fiscal do país e o nível de sustentabilidade das contas públicas.
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