Banco Mundial prevê alta de 24% nos preços de energia em 2026

Projeção considera impactos da guerra no Oriente Médio e riscos ao fornecimento global

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28 de abr, 2026 às 16:00
Torres de transmissão de energia à noite, com luzes ao fundo, simbolizando alta nos preços e pressão no setor elétrico. Foto: Envato Elements

O Banco Mundial informou que os preços da energia devem subir cerca de 24% em 2026, impulsionados pelos efeitos da guerra no Oriente Médio, segundo relatório divulgado nesta semana.

A projeção considera possíveis interrupções no fornecimento global, principalmente no transporte de petróleo, e aponta riscos adicionais caso o conflito se prolongue.

De acordo com a instituição, o aumento deve ocorrer ao longo de 2026, afetando diversos países e setores da economia.

A previsão parte de um cenário em que parte das restrições logísticas atuais seja reduzida gradualmente, mas ainda assim com impacto relevante nos preços. O motivo principal é a instabilidade em regiões estratégicas para a produção e o escoamento de energia.

Pressão no petróleo e nas commodities

O relatório indica que o petróleo continuará sendo o principal fator de pressão sobre os preços da energia. A expectativa é que o barril do tipo Brent registre média mais alta em 2026 em comparação com o ano anterior, refletindo a redução na oferta global e os riscos geopolíticos.

Além da energia, outras commodities também devem subir. O Banco Mundial projeta avanço geral de cerca de 16% nos preços de matérias-primas, com destaque para fertilizantes e metais.

Esse movimento tende a gerar efeitos em cadeia na economia global, especialmente no custo de produção de alimentos e bens industriais.

Principais fatores para a alta da energia

Entre os pontos destacados pelo Banco Mundial, estão:

  • Interrupções no transporte marítimo em rotas estratégicas;
  • Redução da oferta de petróleo e gás natural;
  • Danos a infraestruturas energéticas em regiões de conflito;
  • Aumento da demanda global diante de oferta limitada;
  • Incertezas geopolíticas que elevam a volatilidade dos preços.

Esses fatores contribuem para um cenário de maior pressão sobre os mercados internacionais, com impacto direto em países dependentes de importação de energia.

Impactos na inflação e no crescimento

O aumento dos preços da energia tende a afetar diretamente a inflação global. Com custos mais altos de produção e transporte, produtos e serviços podem ficar mais caros, pressionando o custo de vida.

Segundo o relatório, economias em desenvolvimento devem sentir esse impacto de forma mais intensa. A inflação nesses países pode subir em 2026, enquanto o crescimento econômico tende a desacelerar em relação às projeções anteriores.

Além disso, o encarecimento da energia pode levar bancos centrais a manter ou elevar taxas de juros, o que encarece o crédito e reduz o ritmo da atividade econômica.

Efeito sobre alimentos e fertilizantes

Outro ponto de atenção é o impacto indireto sobre o setor agrícola. O aumento nos preços da energia tende a elevar também o custo dos fertilizantes, que dependem do gás natural em sua produção.

Com fertilizantes mais caros, agricultores enfrentam maiores custos, o que pode reduzir a produtividade e pressionar os preços dos alimentos. Esse efeito pode ampliar desafios relacionados à segurança alimentar, especialmente em países mais vulneráveis.

Riscos e incertezas no cenário global

O Banco Mundial ressalta que as projeções podem mudar dependendo da evolução do conflito. Caso as tensões aumentem ou se prolonguem, os preços podem subir ainda mais do que o previsto.

Por outro lado, uma redução nas hostilidades e a normalização das rotas comerciais poderiam aliviar parte das pressões. Ainda assim, o ambiente permanece incerto, com riscos elevados para a economia global.

Contexto econômico e mercado

O cenário atual reforça a sensibilidade dos mercados a eventos geopolíticos. A dependência de regiões específicas para o fornecimento de energia torna o sistema global vulnerável a choques, como conflitos e interrupções logísticas.

Para investidores e empresas, o aumento da volatilidade nos preços de energia e commodities exige maior atenção ao planejamento financeiro e às estratégias de proteção contra riscos.

Acompanhe a editoria de Economia para entender como mudanças globais impactam a inflação, o setor de energia e o seu dia a dia financeiro.

Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.