Cemig anuncia mudança no número da conta de luz a partir de 2026; entenda
Novo padrão substitui antigo número de instalação por código nacional de 15 dígitos
Foto: Leandro Couri/EM/D.A Press
A Cemig começou a aplicar, em janeiro de 2026, um novo padrão de identificação nas contas de luz dos consumidores em Minas Gerais. A mudança segue uma determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e substitui o antigo número de instalação por um código nacional padronizado de 15 dígitos, que passa a identificar cada unidade consumidora em todo o país.
O novo número será usado para solicitar serviços, registrar falta de energia e acessar os canais de atendimento da distribuidora, sem alterar valores ou a forma de cálculo da fatura.
A alteração vale para residências, comércios, indústrias e propriedades rurais atendidas pela Cemig e faz parte de um processo mais amplo de modernização do setor elétrico brasileiro, com o objetivo de unificar sistemas e facilitar a troca de informações entre distribuidoras.
O que muda na prática para o consumidor
Até então, cada unidade consumidora era identificada por um número de instalação iniciado pelo dígito 3, utilizado há décadas em contas de luz, contratos e sistemas internos da Cemig.
A partir de agora, esse código deixa de ser o principal identificador e dá lugar ao novo número da unidade consumidora, formado por 15 dígitos e válido em todo o território nacional.
Esse novo identificador passa a aparecer nas faturas de energia, nos protocolos de atendimento e nos documentos emitidos pela distribuidora.
É com esse número que o cliente deverá informar dados ao entrar em contato com a Cemig para solicitar serviços comerciais, registrar ocorrências ou comunicar interrupções no fornecimento de energia.
Apesar da mudança, a companhia reforça que o processo é apenas administrativo e não interfere no consumo, no valor cobrado ou nas regras tarifárias aplicadas à conta de luz.
Período de transição de até 12 meses
Para evitar dificuldades de adaptação, a Aneel estabeleceu um período de transição de até 12 meses. Durante esse prazo, o número de instalação antigo continuará disponível para consulta e poderá ser usado junto com o novo código nos atendimentos da Cemig.
Nos primeiros meses, a distribuidora aceitará tanto o número antigo quanto o novo em solicitações de serviços emergenciais ou comerciais, sem prejuízo ao atendimento. A expectativa é que, ao longo desse período, os consumidores se familiarizem com o novo padrão de identificação.
A Cemig informou que realizou ajustes internos em seus sistemas para garantir uma transição gradual, clara e segura, com o mínimo de impacto para os clientes.
Onde consultar o novo número da unidade consumidora
Além de constar na conta de luz, o novo número da unidade consumidora pode ser consultado pelos clientes na área de atendimento digital da Cemig, disponível no site da empresa, por meio do serviço Cemig Atende. O código aparece próximo aos dados cadastrais do titular da conta.
A orientação é que os consumidores passem a se familiarizar com o novo número, já que ele será o identificador oficial da unidade nos atendimentos futuros, substituindo definitivamente o antigo número de instalação após o fim do período de transição.
Por que a Aneel determinou a mudança
Segundo a Aneel, a adoção de um identificador nacional padronizado faz parte de um esforço para modernizar o setor elétrico brasileiro. A medida busca padronizar a forma como cada imóvel atendido pela rede de energia é identificado, independentemente da distribuidora ou do estado.
Com um código único em nível nacional, o setor ganha mais eficiência na integração de dados, na troca de informações entre empresas e no acompanhamento regulatório.
A padronização também facilita processos operacionais, especialmente em um contexto de digitalização crescente dos serviços públicos.
Para o consumidor, a principal mudança está no número utilizado para atendimento, enquanto a relação com a conta de luz, o consumo e os valores cobrados permanece a mesma.
Impacto no mercado e no setor elétrico
A atualização dos sistemas de identificação ocorre em um momento de transformação do setor elétrico, marcado por avanços tecnológicos, maior digitalização dos serviços e busca por eficiência operacional.
A padronização nacional tende a reduzir custos administrativos no longo prazo e a melhorar a qualidade das informações utilizadas pelas distribuidoras e pelo órgão regulador.
No caso da Cemig, a mudança reforça a adequação da companhia às normas regulatórias e à modernização exigida pelo setor, sem gerar impactos financeiros diretos para os consumidores.
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