Banco do Brasil lucra R$ 5,74 bilhões no 4T25, acima das projeções do mercado
O resultado surpreende, e vem bem acima do esperado pelos analistas.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Reprodução
O Banco do Brasil encerrou a temporada de resultados dos grandes bancos com um número acima das expectativas.
No quarto trimestre de 2025 (4T25), o banco reportou lucro líquido ajustado de R$ 5,74 bilhões, resultado 40,1% menor que o registrado no mesmo período de 2024, mas 51,7% superior ao do terceiro trimestre — alta também destacada como avanço de 51% na comparação trimestral.
O desempenho ficou bem acima das projeções. O Itaú BBA estimava lucro em torno de R$ 4,1 bilhões, enquanto o Bradesco BBI projetava cerca de R$ 4 bilhões. A média das estimativas compiladas pela Bloomberg apontava para R$ 4,5 bilhões.
O Banco do Brasil foi o último entre os grandes bancos a divulgar seus números. Antes dele, já haviam reportado resultados Santander Brasil (SANB11), Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC3; BBDC4) e BTG Pactual (BPAC11).
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ROE sobe para 12,4%, mas segue abaixo de 2024
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 12,4% no 4T25, contra 8,4% no trimestre anterior e 20,8% no mesmo período de 2024. Isso representa um avanço de 4 pontos percentuais frente ao 3T25, mas ainda 8,4 pontos abaixo do registrado um ano antes.
No acumulado de 2025, o ROE ficou em 11,4%, mantendo-se inferior ao de outros grandes bancos.
Segundo a CEO do banco, Tarciana Medeiros, o desempenho do trimestre indica um ponto de inflexão após um período de forte pressão.
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Carteira de crédito chega a R$ 1,29 trilhão
A carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,29 trilhão, com crescimento de 2,5% em relação ao 4T24 e de 1,4% frente ao trimestre anterior.
O avanço foi puxado principalmente pela carteira de pessoa física, que somou R$ 357,0 bilhões, alta de 7,6% em 12 meses. Dentro desse segmento:
- Crédito consignado avançou 8,1%
- Crédito não consignado cresceu 11,8%
- Cartão de crédito subiu 19,6%
O banco informou ainda que o crédito do trabalhador movimentou mais de R$ 13 bilhões em desembolsos, em mais de 1,5 milhão de operações.
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Inadimplência sobe e provisões disparam
A inadimplência acima de 90 dias fechou o trimestre em 5,17%, alta de 2 pontos percentuais em 12 meses e de 0,66 ponto percentual no trimestre.
Na carteira do agronegócio, a inadimplência chegou a 6,09%, avanço de 1,8 ponto percentual no trimestre e 2,1 pontos no ano. Na carteira de pessoa física, o índice foi de 6,56%, alta de 55 pontos-base.
As perdas esperadas associadas ao risco de crédito — o chamado colchão de proteção contra calotes — somaram R$ 100 bilhões, crescimento de 56,9% na comparação anual e de 3,5% frente ao trimestre anterior.
No terceiro trimestre de 2025, a inadimplência acima de 90 dias já havia atingido 4,93%, enquanto as provisões haviam crescido 77%.
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