O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, ressaltou recentemente a importância de não tentar prever os limites necessários para os juros, dada a grande incerteza em relação à dinâmica da inflação. 

Durante uma conferência, Lane explicou que o Conselho do BCE optou por não transmitir estimativas semanais ou em cada reunião, para evitar estimular uma sensação de certeza inexistente. 

As declarações surgem em meio ao contraste com as previsões específicas feitas por algumas autoridades do BCE, como Joachim Nagel, François Villeroy de Galhau e Klaas Knot, sobre o número de aumentos de juros necessários e o momento do pico.

BCE reafirma aperto monetário na zona do euro

Durante um discurso realizado no encontro de sócios da KPMG 2023, Joachim Nagel, dirigente do BCE e presidente do Banco Central da Alemanha, reafirmou o compromisso do conselho monetário da zona do euro em combater a inflação elevada por meio do aperto monetário. 

Nagel destacou as projeções do Banco Central Europeu de que a inflação na zona do euro só atingirá a meta de 2% em 2025. Além disso, ele enfatizou que o BCE não planeja mais investir no programa de compra de ativos (APP) a partir de julho.

No âmbito do programa de compra de ativos (APP), tanto o BCE quanto os bancos centrais nacionais adquiriram diversos tipos de ativos, como obrigações de dívida pública, títulos emitidos por instituições supranacionais europeias, obrigações de empresas, instrumentos de dívida titularizados e obrigações com ativos subjacentes. Essas aquisições de ativos têm impacto nas condições financeiras em geral, afetando assim o crescimento econômico e a inflação. 

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Equipe MI

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