Agenda da semana: Payroll, Copom e decisões de juros agitam os mercados

Indicadores no Brasil, EUA e Europa devem influenciar juros, câmbio e bolsas

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Última atualização:  02 de fev, 2026 às 12:11
Gráfico financeiro com candles e indicadores técnicos representa a agenda da semana do mercado e a movimentação dos ativos. Foto: Envato Elements

A agenda da semana entre os dias 2 e 6 de fevereiro reúne uma série de indicadores econômicos e decisões de política monetária que devem influenciar o comportamento dos mercados financeiros no Brasil e no exterior.

Investidores acompanham dados de emprego nos Estados Unidos, a divulgação da ata do Copom, indicadores de atividade econômica e decisões de juros na Europa e no Reino Unido.

No Brasil, o foco recai sobre os sinais do Banco Central em relação aos próximos passos da política monetária, especialmente após o Comitê de Política Monetária indicar a possibilidade de cortes na Selic a partir de março.

Já no cenário internacional, o destaque fica para o Payroll americano, que costuma provocar forte reação nos mercados globais, além das decisões do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).

O conjunto de dados deve ajudar investidores a recalibrar expectativas sobre crescimento econômico, inflação e juros, impactando ativos como câmbio, ações e juros futuros.

O que esperar da agenda da semana

A combinação de dados de atividade, emprego e inflação ocorre em um momento de maior sensibilidade dos mercados, com atenção redobrada à condução da política monetária nas principais economias.

Nos Estados Unidos, números mais fortes de emprego podem reforçar cautela em relação ao ritmo de cortes de juros. Na Europa, o discurso das autoridades monetárias será observado em busca de sinalizações sobre o cenário inflacionário e a desaceleração econômica.

No Brasil, além da ata do Copom, indicadores de produção e preços ajudam a avaliar o espaço para flexibilização da política monetária ao longo de 2026.

Agenda econômica no Brasil

No mercado doméstico, os investidores acompanham dados de inflação, atividade industrial e sinais do Banco Central sobre os próximos passos da política monetária.

Segunda-feira (2)

  • 8h25 – Boletim Focus
  • 10h – PMI Industrial

Terça-feira (3)

  • 6h – IPC-Fipe
  • 8h – Ata do Copom
  • 9h – Produção industrial

Quarta-feira (4)

  • 10h – PMI de serviços e composto

Quinta-feira (5)

  • 15h – Balança comercial

Sexta-feira (6)

  • 8h – IGP-DI

Agenda econômica nos Estados Unidos

Nos EUA, o mercado monitora principalmente os indicadores de emprego, que influenciam as expectativas para os juros do Federal Reserve.

Segunda-feira (2)

  • 11h45 – PMI Industrial

Terça-feira (3)

  • 12h – Relatório Jolts

Quarta-feira (4)

  • 10h15 – ADP (emprego no setor privado)
  • 10h55 – PMI de serviços e composto

Quinta-feira (5)

  • 10h30 – Pedidos semanais de seguro-desemprego

Sexta-feira (6)

  • 10h – Payroll

Europa e Reino Unido: decisões de juros no radar

Na zona do euro, o principal evento da semana é a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), acompanhada da coletiva da presidente Christine Lagarde. Dados de inflação e vendas no varejo também ajudam a calibrar as expectativas.

No Reino Unido, os investidores aguardam a decisão de juros do Banco da Inglaterra (BoE), além dos indicadores de atividade.

Ásia: termômetro da atividade global

Na Ásia, os índices de gerentes de compras (PMI) da China e do Japão servem como termômetro para o ritmo da atividade nas maiores economias da região.

O que esperar dos mercados

Com uma agenda carregada no Brasil e no exterior, a semana tende a ser marcada por volatilidade, ajustes nas projeções de juros e maior sensibilidade a dados de emprego e inflação.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.