Onde investir o décimo terceiro salário?
Aprenda a usar o 13º salário da forma ideal, evitando erros comuns, fortalecendo sua vida financeira e aproveitando melhor esse reforço no orçamento.
Foto: Adobe Stock
A primeira parcela do décimo terceiro salário foi paga nesta sexta-feira (28), e a segunda deve cair até 20 de dezembro. Com juros ainda elevados e despesas como IPTU, IPVA e material escolar no horizonte, o ideal é seguir uma ordem prática antes de investir: quitar dívidas, formar reserva, organizar o início de 2026 e só então aplicar o que sobrar.
Veja, a seguir, o consenso de economistas e planejadores financeiros sobre como usar o 13º salário:
Onde investir o 13º salário
1. Quite as dívidas mais caras primeiro

Priorize juros altos
Se você tem dívidas em rotativo, cartão ou cheque especial, a orientação é direta: use o 13º para abater ou quitar. A taxa dessas linhas supera com folga qualquer rentabilidade da renda fixa; portanto, eliminar esse custo traz o maior ganho financeiro imediato.
Renegocie antes de pagar
Se o valor não for suficiente para zerar tudo, vale negociar redução de juros ou buscar portabilidade para taxas menores. O impacto no orçamento é rápido e alivia os meses seguintes.
2. Monte ou reforçe a reserva de emergência

Proteção antes de retorno
Sem reserva, qualquer gasto inesperado empurra o consumidor para o crédito caro. Assalariados devem mirar seis meses de despesas, enquanto autônomos precisam de uma margem maior, próxima de doze meses.
Onde guardar a reserva de emergência?
A reserva deve ficar em aplicações seguras, com saque rápido e rentabilidade acima da poupança, como:
- CDB de liquidez diária pagando cerca de 100% do CDI
- Tesouro Selic
- Fundos DI simples
3. Prepare as contas de início de 2026
Organize despesas sazonais
IPVA, IPTU, matrículas, material escolar e seguros costumam pressionar o orçamento entre janeiro e fevereiro. Separar parte do 13º evita recorrer a parcelamentos caros no começo do ano.
Aproveite descontos à vista
Quando houver abatimento para pagamento único, usar o décimo terceiro costuma gerar ganho financeiro imediato. Quando não houver, distribuí-las no orçamento é mais saudável que concentrar tudo em um único mês.
4. Só depois invista o que sobrar

Com dívidas resolvidas, reserva formada e contas de início de ano organizadas, o que resta do 13º pode finalmente ir para investimentos.
Renda fixa segue como protagonista
Com juros ainda altos e tendência de queda em 2026, ganham força:
- Tesouro IPCA+ (taxas reais elevadas e potencial de valorização)
- Tesouro Prefixado, com taxas na casa de 13% ao ano
- LCI e LCA, isentas de IR
- CDBs pós-fixados, para quem busca liquidez
Espaço para risco depende do perfil
Quem já tem estrutura financeira pode destinar uma parte menor para:
- Ações de empresas sólidas e pagadoras de dividendos
- Fundos imobiliários com vacância baixa
- Uma pequena fatia em ouro ou cripto (até 5%) para diversificação
Leia também:
FAQ – Como usar o 13º salário da forma mais inteligente?
1. O que fazer primeiro com o 13º salário?
A prioridade é quitar dívidas caras, especialmente cartão de crédito, cheque especial e rotativo. Os juros dessas linhas são muito superiores a qualquer investimento, então eliminá-las gera o maior retorno imediato.
2. Vale a pena usar o 13º para pagar dívidas?
Sim. Economistas são unânimes: pagar dívidas caras rende mais do que qualquer aplicação. Se não for possível quitar tudo, negocie juros, peça desconto ou faça portabilidade para taxas menores.
3. Devo montar a reserva de emergência com o 13º salário?
Sim! E deve ser a segunda prioridade, logo depois das dívidas.
Quem não tem reserva fica mais vulnerável a emergências e acaba recorrendo a crédito caro.
Assalariados devem mirar 6 meses de despesas; autônomos, 12 meses.
4. Onde aplicar a reserva de emergência?
A reserva deve ficar em produtos de alta liquidez e baixo risco, como:
- Tesouro Selic
- CDB de liquidez diária (100% do CDI ou mais)
- Fundos DI simples
5. É importante separar parte do 13º para despesas de início de ano?
Sim. IPVA, IPTU, material escolar, matrícula e seguros pressionam o orçamento em janeiro e fevereiro.
Separar parte do 13º evita parcelamentos e juros altos no começo do ano.
6. Vale a pena pagar IPVA e IPTU à vista com o 13º?
Quando há desconto no pagamento à vista, vale muito a pena.
Se não houver abatimento, organizar esses gastos no orçamento também evita aperto financeiro.
7. Quando posso investir o 13º salário?
Somente depois de:
- Pagar dívidas caras
- Formar ou reforçar a reserva de emergência
- Organizar despesas de início de ano
O que sobrar pode ir para investimentos.
8. Onde investir o 13º salário em 2025/2026?
Com juros ainda altos e tendência de queda, a renda fixa segue forte. Boas opções:
- Tesouro IPCA+ (taxa real alta e potencial de valorização)
- Tesouro Prefixado
- LCI e LCA (isentas de IR)
- CDB pós-fixado (liquidez e solidez)
9. Posso colocar parte do 13º em investimentos de maior risco?
Pode, mas só depois de resolver dívidas, reserva e despesas sazonais.
Para quem tem perfil mais ousado, uma pequena fatia pode ir para:
- Ações de empresas sólidas
- Fundos imobiliários
- Ouro ou cripto (até 5% como diversificação)
10. Quanto do 13º salário devo investir?
Depende da sua situação financeira.
Se você já quitou dívidas, tem reserva montada e organizou o início do ano, pode investir 100% do valor restante.
Caso contrário, siga a ordem: dívidas → reserva → gastos de janeiro → investimentos.
11. É seguro investir o 13º todo em um único produto?
Não é recomendado. Mesmo na renda fixa, é melhor dividir entre liquidez, proteção e retorno (Selic + IPCA+ ou prefixado, por exemplo).
12. Quem está endividado deve investir o 13º salário?
Não. Investir com dívidas caras é destrutivo financeiramente; os juros das dívidas superam qualquer rendimento.
A orientação é: pague primeiro, invista depois.
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