Onde investir o décimo terceiro salário?

Aprenda a usar o 13º salário da forma ideal, evitando erros comuns, fortalecendo sua vida financeira e aproveitando melhor esse reforço no orçamento.

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Última atualização:  29 de nov, 2025 às 10:35
cédulas simbolizando o décimo terceiro Foto: Adobe Stock

A primeira parcela do décimo terceiro salário foi paga nesta sexta-feira (28), e a segunda deve cair até 20 de dezembro. Com juros ainda elevados e despesas como IPTU, IPVA e material escolar no horizonte, o ideal é seguir uma ordem prática antes de investir: quitar dívidas, formar reserva, organizar o início de 2026 e só então aplicar o que sobrar.

Veja, a seguir, o consenso de economistas e planejadores financeiros sobre como usar o 13º salário:

Onde investir o 13º salário

1. Quite as dívidas mais caras primeiro

dívidas. foto: Marcos Santos/USP Imagens
Imagem: Marcos Santos/USP Imagens

Priorize juros altos

Se você tem dívidas em rotativo, cartão ou cheque especial, a orientação é direta: use o 13º para abater ou quitar. A taxa dessas linhas supera com folga qualquer rentabilidade da renda fixa; portanto, eliminar esse custo traz o maior ganho financeiro imediato.

Renegocie antes de pagar

Se o valor não for suficiente para zerar tudo, vale negociar redução de juros ou buscar portabilidade para taxas menores. O impacto no orçamento é rápido e alivia os meses seguintes.

2. Monte ou reforçe a reserva de emergência

reserva de emergência. Foto: Getty Images/J Studios
Foto: Getty Images/J Studios

Proteção antes de retorno

Sem reserva, qualquer gasto inesperado empurra o consumidor para o crédito caro. Assalariados devem mirar seis meses de despesas, enquanto autônomos precisam de uma margem maior, próxima de doze meses.

Onde guardar a reserva de emergência?

A reserva deve ficar em aplicações seguras, com saque rápido e rentabilidade acima da poupança, como:

  • CDB de liquidez diária pagando cerca de 100% do CDI
  • Tesouro Selic
  • Fundos DI simples

3. Prepare as contas de início de 2026

IPTU e IPVA:
Foto: jusbrasil.com.br

Organize despesas sazonais

IPVA, IPTU, matrículas, material escolar e seguros costumam pressionar o orçamento entre janeiro e fevereiro. Separar parte do 13º evita recorrer a parcelamentos caros no começo do ano.

Aproveite descontos à vista

Quando houver abatimento para pagamento único, usar o décimo terceiro costuma gerar ganho financeiro imediato. Quando não houver, distribuí-las no orçamento é mais saudável que concentrar tudo em um único mês.

4. Só depois invista o que sobrar

investir
Foto: Shutterstock

Com dívidas resolvidas, reserva formada e contas de início de ano organizadas, o que resta do 13º pode finalmente ir para investimentos.

Renda fixa segue como protagonista

Com juros ainda altos e tendência de queda em 2026, ganham força:

  • Tesouro IPCA+ (taxas reais elevadas e potencial de valorização)
  • Tesouro Prefixado, com taxas na casa de 13% ao ano
  • LCI e LCA, isentas de IR
  • CDBs pós-fixados, para quem busca liquidez

Espaço para risco depende do perfil

Quem já tem estrutura financeira pode destinar uma parte menor para:

  • Ações de empresas sólidas e pagadoras de dividendos
  • Fundos imobiliários com vacância baixa
  • Uma pequena fatia em ouro ou cripto (até 5%) para diversificação

Leia também:

FAQ – Como usar o 13º salário da forma mais inteligente?

1. O que fazer primeiro com o 13º salário?

A prioridade é quitar dívidas caras, especialmente cartão de crédito, cheque especial e rotativo. Os juros dessas linhas são muito superiores a qualquer investimento, então eliminá-las gera o maior retorno imediato.

2. Vale a pena usar o 13º para pagar dívidas?

Sim. Economistas são unânimes: pagar dívidas caras rende mais do que qualquer aplicação. Se não for possível quitar tudo, negocie juros, peça desconto ou faça portabilidade para taxas menores.

3. Devo montar a reserva de emergência com o 13º salário?

Sim! E deve ser a segunda prioridade, logo depois das dívidas.
Quem não tem reserva fica mais vulnerável a emergências e acaba recorrendo a crédito caro.
Assalariados devem mirar 6 meses de despesas; autônomos, 12 meses.

4. Onde aplicar a reserva de emergência?

A reserva deve ficar em produtos de alta liquidez e baixo risco, como:

  • Tesouro Selic
  • CDB de liquidez diária (100% do CDI ou mais)
  • Fundos DI simples

5. É importante separar parte do 13º para despesas de início de ano?

Sim. IPVA, IPTU, material escolar, matrícula e seguros pressionam o orçamento em janeiro e fevereiro.
Separar parte do 13º evita parcelamentos e juros altos no começo do ano.

6. Vale a pena pagar IPVA e IPTU à vista com o 13º?

Quando há desconto no pagamento à vista, vale muito a pena.
Se não houver abatimento, organizar esses gastos no orçamento também evita aperto financeiro.

7. Quando posso investir o 13º salário?

Somente depois de:

  1. Pagar dívidas caras
  2. Formar ou reforçar a reserva de emergência
  3. Organizar despesas de início de ano

O que sobrar pode ir para investimentos.

8. Onde investir o 13º salário em 2025/2026?

Com juros ainda altos e tendência de queda, a renda fixa segue forte. Boas opções:

  • Tesouro IPCA+ (taxa real alta e potencial de valorização)
  • Tesouro Prefixado
  • LCI e LCA (isentas de IR)
  • CDB pós-fixado (liquidez e solidez)

9. Posso colocar parte do 13º em investimentos de maior risco?

Pode, mas só depois de resolver dívidas, reserva e despesas sazonais.
Para quem tem perfil mais ousado, uma pequena fatia pode ir para:

  • Ações de empresas sólidas
  • Fundos imobiliários
  • Ouro ou cripto (até 5% como diversificação)

10. Quanto do 13º salário devo investir?

Depende da sua situação financeira.
Se você já quitou dívidas, tem reserva montada e organizou o início do ano, pode investir 100% do valor restante.
Caso contrário, siga a ordem: dívidas → reserva → gastos de janeiro → investimentos.

11. É seguro investir o 13º todo em um único produto?

Não é recomendado. Mesmo na renda fixa, é melhor dividir entre liquidez, proteção e retorno (Selic + IPCA+ ou prefixado, por exemplo).

12. Quem está endividado deve investir o 13º salário?

Não. Investir com dívidas caras é destrutivo financeiramente; os juros das dívidas superam qualquer rendimento.
A orientação é: pague primeiro, invista depois.

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Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.