Trump ameaça demitir Jerome Powell e pressiona comando do Fed nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá demitir o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, caso ele não deixe o cargo após a indicação de um substituto.

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Última atualização:  15 de abr, 2026 às 22:36
Retrato de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, falando em um púlpito. Imagem: Reuters/Elizabeth Frantz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que poderá demitir o atual chair do Federal Reserve, Jerome Powell, caso ele não deixe o cargo após a posse de um novo indicado. A declaração reforça o cenário de incerteza institucional e reacende o debate sobre a autonomia do banco central americano.

A fala de Trump ocorre em um momento sensível para a economia global, em que decisões sobre juros e inflação nos Estados Unidos têm impacto direto sobre mercados emergentes, câmbio e fluxo de investimentos internacionais. Ao mencionar a possibilidade de demissão, o presidente sinaliza uma postura mais agressiva em relação ao comando da autoridade monetária.

Trump diz que chair do Fed pode ser demitido: entenda o que está em jogo

A declaração de que Trump diz que se chair do Fed não sair, terá que demiti-lo levanta questões relevantes sobre o funcionamento institucional dos Estados Unidos. Tradicionalmente, o presidente do Federal Reserve possui mandato fixo e certa proteção contra interferências políticas diretas, justamente para garantir decisões técnicas e independentes.

No entanto, ao condicionar a permanência de Jerome Powell à sua saída voluntária após a indicação de um sucessor, Trump introduz um elemento de pressão incomum sobre o cargo. Na prática, isso pode ser interpretado como uma tentativa de influenciar a condução da política monetária antes mesmo de uma eventual troca formal no comando.