XP crava Ibovespa a 185 mil pontos em 2026 aponta oportunidades
Relatório da XP Investimentos aponta virada doméstica nos mercados, prevê queda de 300 pontos-base na Selic e vê Brasil como destaque entre emergentes
Imagem gerada por IA
A XP Investimentos projetou que o Ibovespa pode alcançar 185 mil pontos ao final de 2026, impulsionado por um ciclo de corte agressivo da Selic, melhora nos fundamentos corporativos e maior peso dos fatores domésticos sobre os ativos brasileiros, segundo relatório assinado por Fernando Ferreira e equipe de estratégia da XP.
A casa estima que o Copom reduza a taxa básica de juros em 300 pontos-base ao longo de 2026, levando a Selic para 12% ao ano, movimento que tende a favorecer ações de empresas de alta qualidade, baixa alavancagem e forte sensibilidade aos juros.
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Juros e eleições devem dominar o mercado em 2026
Para as ações brasileiras, a XP mantém uma visão construtiva e classifica o momento como potencialmente decisivo. A combinação de afrouxamento monetário no Brasil e nos Estados Unidos, aliada a fundamentos corporativos sólidos, sustenta o otimismo, embora a casa alerte que a trajetória fiscal a partir de 2027 será o principal risco para a continuidade do rali. “O ciclo eleitoral e a percepção de responsabilidade fiscal serão determinantes para sustentar os ganhos”, destaca a equipe.
A equipe da XP afirma que setores mais dependentes de juros, como consumo, construção civil e small caps, devem se beneficiar de forma mais intensa do ciclo de cortes, desde que o cenário fiscal não se deteriore ao longo do ano eleitoral.
EUA, China e emergentes: onde a XP vê mais oportunidades em 2026
Nos Estados Unidos, a XP elevou sua recomendação de ações de abaixo do neutro para neutro, apoiada no avanço dos investimentos em inteligência artificial, no afrouxamento regulatório e no início de um ciclo de flexibilização monetária, embora ressalte riscos ligados ao consumo das famílias de menor renda e a uma possível desaceleração do momentum em IA.
Fora dos EUA, a China aparece como a região preferida da casa, sustentada por estímulos governamentais e avanços tecnológicos, enquanto os mercados emergentes, incluindo o Brasil, tendem a se beneficiar de fluxos globais e de um ambiente macroeconômico mais favorável em 2026.