Produtividade é chave para atrair capital ao Brasil, diz Galípolo
O presidente do Banco Central defende ambiente mais amigável ao investidor, destaca desafio da baixa produtividade e indica cautela na política monetária.
Foto: Pedro França/Agência Senado
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou que o Brasil precisa criar um ambiente mais atrativo ao capital estrangeiro e estimular o investimento privado para sustentar o crescimento econômico. A declaração foi feita durante participação na CEO Conference, organizada pelo BTG Pactual, em São Paulo.
Segundo ele, o país enfrenta um desafio estrutural relacionado à baixa produtividade. Galípolo observou que, nos últimos anos, reajustes salariais têm superado tanto a inflação quanto os ganhos de produtividade, o que pressiona custos e limita o avanço sustentável da economia.
Para o dirigente, a prioridade deve ser construir condições que incentivem o investimento privado de longo prazo. Ele ressaltou que esse movimento não ocorre de forma imediata e depende de ações coordenadas para tornar o país mais previsível e confiável aos olhos do mercado internacional.
Produtividade como eixo central
Galípolo destacou que o aumento da produtividade é fundamental para elevar o bem-estar da população e fortalecer a condução da política econômica. Na visão do presidente do Banco Central, ganhos consistentes nessa área tendem a contribuir para a estabilidade da política monetária e para o equilíbrio das contas públicas.
Ele também defendeu uma reflexão mais aprofundada sobre as razões que levam o Brasil a operar historicamente com taxas de juros mais elevadas que as de outros países emergentes. Para o dirigente, compreender esse diferencial é essencial para aprimorar o ambiente econômico doméstico.
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Postura cautelosa diante das incertezas
Ao abordar as perspectivas para o restante do ano, Galípolo citou fatores de incerteza, como o cenário geopolítico internacional e o ambiente político interno. Diante desse contexto, indicou que a autoridade monetária seguirá uma estratégia baseada na análise contínua dos dados econômicos.
Segundo ele, o Banco Central atua de maneira prudente, com movimentos graduais e planejados, evitando mudanças abruptas na condução da política monetária. A sinalização reforça a intenção de manter estabilidade e previsibilidade em meio a um cenário global e doméstico ainda desafiador.
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