Petróleo valoriza diante de riscos no Oriente Médio e no Leste Europeu
Valores da commodity recuperam perdas após incidentes militares e projeção de maior
Foto: REUTERS/Angus Mordant
Os preços do petróleo registraram valorização nesta terça-feira (3), impulsionados pela retomada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e no Leste Europeu. O mercado internacional reagiu a incidentes militares envolvendo drones iranianos e novos ataques da Rússia contra a Ucrânia, o que elevou o temor de interrupções na oferta.
Analistas do setor indicam que a alta também foi sustentada pela expectativa de que a demanda global pela commodity cresça a partir de março, ajudando o mercado a recuperar as perdas registradas no início da semana.
No fechamento do dia, o barril do petróleo WTI para março, negociado em Nova York, subiu 1,72%, cotado a US$ 63,21. Já o barril do tipo Brent para abril, referência no mercado de Londres, avançou 1,55%, sendo comercializado a US$ 67,33.
Conflitos no Estreito de Hormuz e Mar Arábico
O principal fator de pressão sobre os preços foi o aumento das hostilidades entre Estados Unidos e Irã. Relatos de manobras intimidadoras por parte de forças iranianas no Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de energia no mundo, e o abatimento de drones do país por forças americanas no Mar Arábico trouxeram instabilidade aos investidores.
Apesar dos incidentes, há um movimento diplomático em curso. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, demonstrou interesse em “negociações justas”, e um encontro entre diplomatas dos dois países está agendado para a próxima sexta-feira, em Istambul.
Panorama na Ucrânia e projeções da Opep+
No Leste Europeu, a continuidade de ataques russos em território ucraniano mantém o prêmio de risco elevado, mesmo com conversas de paz em andamento.
No campo econômico, o vice-primeiro-ministro russo, Alexandre Novak, afirmou que a Opep+ prevê um aumento gradual no consumo mundial de petróleo entre março e abril, o que sinaliza um suporte para os preços no médio prazo.
Do lado da oferta russa, embora as exportações tenham se mantido estáveis em janeiro, houve uma queda relevante nas compras realizadas pela Índia, atingindo o menor patamar desde o final de 2022.
Esse rearranjo no fluxo comercial global segue no radar dos investidores, que monitoram como a economia dos EUA e o comércio internacional se comportarão diante das novas políticas externas de Washington.
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