Petrobras, PRIO e Brava caem com recuo do petróleo no exterior

Declarações do Tesouro dos EUA e tensões no Oriente Médio pressionam setor

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Última atualização:  04 de mar, 2026 às 13:50
Bomba de extração de petróleo em área árida, cenário de Petrobras, Brava e PRIO em queda. Foto: Envato Elements

As ações da Petrobras, PRIO e Brava registraram queda nesta quarta-feira (4), na B3, acompanhando o recuo do petróleo no mercado internacional. O movimento ocorre após dois dias de forte alta da commodity e novas declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos sobre o cenário energético.

A desvalorização acontece em meio à continuidade da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã, que tem provocado volatilidade nos preços do petróleo e cautela entre investidores.

Por volta do início da tarde, os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras operavam em baixa, assim como as ações de outras petroleiras listadas na Bolsa brasileira. No exterior, o barril do Brent recuava perto de 1%, enquanto o WTI também apresentava queda semelhante.

Declarações dos EUA influenciam mercado

O secretário do Tesouro americano afirmou que o mercado global de petróleo segue bem abastecido, mesmo com o aumento das tensões no Golfo Pérsico. Ele também sinalizou que o governo dos Estados Unidos pode anunciar novas medidas relacionadas ao setor.

As falas foram interpretadas como um fator de acomodação dos preços, após o avanço recente provocado pelo temor de interrupções no fornecimento de energia.

Nos últimos dias, ataques e contra-ataques na região aumentaram o risco de paralisações na produção e no transporte de petróleo.

Volatilidade no setor de energia

O conflito no Oriente Médio elevou a preocupação com uma possível crise no setor de energia global. Houve relatos de paralisação de atividades, fechamento de refinarias e interrupções logísticas, o que impulsionou os preços do petróleo, do gás natural e de derivados.

Com a sinalização de que o abastecimento segue regular, parte dos ganhos recentes foi devolvida. Para investidores, o cenário permanece sensível a novas informações geopolíticas.

Na Bolsa brasileira, as ações de empresas ligadas ao petróleo tendem a reagir diretamente às oscilações da commodity. A expectativa é de que o setor continue volátil enquanto persistirem as incertezas externas.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.