A Klabin (KLBN3) registrou resultados financeiros no segundo trimestre de 2023 com lucro líquido de R$ 971 milhões, que é considerado estável em comparação ao mesmo período do ano anterior. Porém, houve queda de 23% em relação aos três meses imediatamente anteriores. A informação foi divulgada hoje (1) no balanço trimestral da empresa.

A fabricante de papel para embalagens e celulose apresentou uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 1,34 bilhão, uma redução de 32% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 31% na comparação trimestral.

Os analistas projetavam um Ebitda de R$ 1,44 bilhão para a Klabin no segundo trimestre, de acordo com dados da Refinitiv.

Apesar do início da segunda fase do Projeto Puma II, marcado pela operação da nova máquina de papel-cartão, MP28, no complexo fabril da empresa no Paraná, o volume de vendas da Klabin registrou uma queda de 15% em relação ao segundo trimestre de 2022.

A participação do mercado interno nas vendas aumentou seis pontos percentuais, indicando um ambiente de preços internacionais desfavoráveis, agravado pelos ganhos do real em relação ao dólar, tornando as exportações menos rentáveis. Os volumes de celulose, papel e embalagens vendidos no segundo trimestre foram 21%, 17% e 3% menores, respectivamente, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Com esses resultados, a receita líquida da Klabin totalizou R$ 4,29 bilhões de abril a junho, representando uma queda de 15% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A média de analistas esperava uma receita líquida de R$ 4,43 bilhões, conforme dados da Refinitiv.

Segundo a empresa, o preço médio das três fibras (curta, longa e fluff) apresentou uma retração de 17% em relação ao primeiro trimestre. Além disso, o preço do kraftliner caiu 10%, e a demanda do mercado de papel-cartão mostrou sinais de desaceleração.

O custo caixa de produção de celulose no segundo trimestre foi de R$ 1.363 por tonelada, registrando um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento foi impactado pelo uso maior de madeira de terceiros, mas minimizado pela queda nos preços de insumos como produtos químicos, de acordo com o balanço da Klabin. Considerando os efeitos das paradas para manutenção, o custo caixa de celulose foi de R$ 1.905 por tonelada.

No segundo trimestre, a empresa investiu R$ 1,03 bilhão, uma redução de 33% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A relação dívida líquida sobre Ebitda em reais permaneceu em 2,6 vezes em relação ao primeiro trimestre, tendo recuado em relação à alavancagem de 2,7 vezes registrada um ano antes. Entretanto, em dólares, essa relação passou de 2,7 vezes no segundo trimestre de 2022 para 2,8 vezes no final de junho deste ano.

A companhia também registrou um efeito positivo “não caixa” de R$ 257 milhões no lucro operacional (Ebit) devido a atualizações no valor justo de seus ativos florestais.

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Equipe MI

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