Juros futuros disparam com guerra no Irã e elevam tensão no mercado
DIs sobem mais de 20 pontos na ponta longa, dólar avança e investidores temem pressão inflacionária global.
Imagem: Envato Elements.
Os juros futuros dispararam na abertura dos negócios nesta terça-feira (3), impulsionados pelo agravamento das tensões geopolíticas no Irã e por um movimento generalizado de aversão ao risco no mercado global.
O estresse na curva de juros brasileira é mais acentuado nos contratos de longo prazo, que registram saltos superiores a 20 pontos-base, enquanto os vencimentos de curto prazo apresentam altas de até 12 pontos.
Às 9h12, o DI para janeiro de 2027 avançava para 13,420%, ante 13,296% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2029 subia para 12,925%, de 12,728%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 marcava 13,300%, frente a 13,117% na sessão anterior.
O movimento acompanha a valorização do dólar e a alta nos rendimentos dos Treasuries americanos, em meio aos receios de maior pressão inflacionária no cenário internacional.
Mercado reage ao PIB do Brasil
Além do ambiente externo, investidores também analisam os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. A economia brasileira cresceu 0,1% no quarto trimestre, na comparação com o trimestre anterior, resultado em linha com as expectativas do mercado.
Embora o dado não tenha surpreendido, o cenário externo mais turbulento acabou prevalecendo na formação dos preços, especialmente na curva de juros.
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Conflito no Irã amplia riscos globais
O avanço das taxas ocorre dias após os primeiros ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O conflito tem se intensificado, envolvendo países do Oriente Médio e aumentando as preocupações com a economia global.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a campanha militar pode durar cerca de quatro semanas, indicando que a instabilidade pode se prolongar.
Segundo o Crescente Vermelho Iraniano, ataques já deixaram centenas de mortos no país. Além disso, episódios como a queda de aeronaves militares americanas no Kuwait reforçam o clima de tensão e imprevisibilidade.
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Haddad diz que é cedo para medir impactos
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que ainda é cedo para avaliar os impactos do conflito sobre as variáveis macroeconômicas brasileiras.
De acordo com ele, o governo acompanha os desdobramentos, mas ressaltou que os efeitos dependerão da duração e da intensidade da guerra. Haddad destacou que uma eventual escalada poderá alterar o ambiente econômico global e influenciar o Brasil.
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