Sozinho no Top 500, Itaú é a única marca brasileira entre as mais valiosas mundo
Banco avança 20 posições no ranking da Brand Finance, cresce 15% em valor de marca e mantém o Brasil no mapa das marcas globais mais valiosas.
Imagem: Shutterstock
O Itaú Unibanco consolidou sua posição como a marca brasileira de maior relevância global ao figurar, sozinho, entre as 500 marcas mais valiosas do mundo em 2026, segundo o relatório Brand Finance Global 500, divulgado nesta terça-feira (20).
Única brasileira entre as maiores
O banco avançou 20 posições no ranking internacional e passou a ocupar o 254º lugar, após registrar crescimento expressivo no valor de sua marca.
Segundo a Brand Finance, o avanço do Itaú está diretamente relacionado ao desempenho operacional consistente no mercado doméstico. O relatório destaca a expansão do crédito, o aumento da participação de mercado e a aceleração da digitalização como fatores centrais para a valorização da marca.
Para Eduardo Chaves, managing director da Brand Finance no Brasil, a estratégia de comunicação também teve papel relevante no resultado. Ele aponta que campanhas institucionais bem-sucedidas ajudaram a reforçar a percepção da marca junto aos consumidores e investidores.
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Big techs permanecem no topo do ranking global
No cenário internacional, o ranking segue liderado por empresas de tecnologia. A Apple manteve a primeira colocação, com valor de marca estimado em US$ 607,6 bilhões, seguida por Microsoft e Google. A Amazon permaneceu na quarta posição.
O principal destaque do ano foi a Nvidia, que saltou para o quinto lugar após mais que dobrar seu valor de marca, impulsionada pela crescente demanda por soluções ligadas à inteligência artificial. O relatório também marcou a estreia da OpenAI entre as 500 maiores, ocupando a 178ª posição.
Top 10 marcas mais valiosas do mundo
| Ranking 2026 | Ranking 2025 | Empresa | Valor de marca 2026 (US$ bi) | Valor de marca 2025 (US$ bi) |
|---|---|---|---|---|
| 1º | 1º | Apple | 607,6 | 574,5 |
| 2º | 2º | Microsoft | 565,2 | 461,0 |
| 3º | 3º | 433,0 | 412,9 | |
| 4º | 4º | Amazon | 369,8 | 356,3 |
| 5º | 9º | Nvidia | 184,3 | 87,8 |
| 6º | 7º | TikTok | 153,5 | 105,7 |
| 7º | 5º | Walmart | 140,9 | 137,1 |
| 8º | 6º | Samsung | 119,2 | 110,5 |
| 9º | 8º | 107,0 | 91,4 | |
| 10º | 10º | State Grid Corporation of China | 102,4 | 85,6 |
Como a Brand Finance calcula o valor das marcas
- A metodologia da Brand Finance combina dados financeiros, análises de mercado e avaliações especializadas.
- O valor de marca representa o benefício econômico líquido que o proprietário obteria ao licenciá-la, enquanto a força da marca mede atributos intangíveis, como reputação, reconhecimento e fidelidade.
- Anualmente, a consultoria analisa cerca de 6 mil marcas globais, selecionando as 500 mais valiosas para o relatório Global 500.
EUA sob Pressão e a Ascensão Chinesa
O panorama da influência internacional está passando por uma reconfiguração profunda, conforme indicam os dados mais recentes de percepção global.
O conceito de Soft Power (a capacidade de uma nação de influenciar através da cultura, valores e diplomacia, em vez de força militar) revela um mundo em transição, onde potências tradicionais enfrentam crises, de imagem enquanto novos players ganham terreno.
Embora os Estados Unidos mantenham o topo do ranking, a hegemonia americana apresenta sinais de fadiga. O país ainda domina setores estratégicos como entretenimento, inovação tecnológica, marcas globais e presença midiática. No entanto, o período sob a gestão de Donald Trump gerou um impacto negativo na percepção externa.
Em contrapartida, a China se estabelece como o principal contraponto ao domínio ocidental. O país não apenas expandiu sua economia, mas trabalhou para mitigar vulnerabilidades históricas de imagem.
| Ranking | Índice de Awareness (Reconhecimento) | Soft Power Index Score (Influência Real) |
| 1º | Estados Unidos | Estados Unidos |
| 2º | China | China |
| 3º | Canadá | Japão |
| 4º | Japão | Reino Unido |
| 5º | Reino Unido | Alemanha |
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