IGP-10 cai 0,24% em março com recuo nos preços no atacado
Índice da FGV desacelera após queda em fevereiro e mostra alívio na inflação
Foto: Sarah Silbiger/Reuters
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,24% em março, após recuo de 0,42% em fevereiro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou próximo das expectativas do mercado financeiro, que projetava queda em torno de 0,28%. O indicador mede a variação de preços no Brasil e é acompanhado por investidores e empresas por refletir tendências de inflação.
O resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços no atacado, que continuam pressionando o índice para baixo.
Ao mesmo tempo, os preços ao consumidor tiveram leve alta, enquanto os custos da construção civil também subiram, mas em ritmo menor do que no mês anterior.
Atacado segue pressionando índice para baixo
O principal componente do IGP-10, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede os preços no atacado, registrou queda de 0,39% em março. Apesar de ainda negativo, o recuo foi menos intenso do que o observado em fevereiro, quando caiu 0,80%.
Esse movimento indica uma desaceleração na queda dos preços de matérias-primas e produtos intermediários, que costumam impactar toda a cadeia produtiva e, posteriormente, o consumidor final.
Consumo e construção mostram comportamento distinto
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) avançou 0,03% em março, após alta de 0,50% no mês anterior. O dado mostra uma desaceleração relevante na inflação percebida pelas famílias.
Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) subiu 0,29%, também desacelerando em relação à alta de 0,47% registrada em fevereiro. O indicador acompanha custos de mão de obra e materiais na construção civil.
Acumulado segue negativo
No acumulado do ano, o IGP-10 apresenta queda de 0,36%. Em 12 meses, o índice registra recuo de 2,53%, reforçando o cenário de inflação mais controlada em determinados segmentos da economia, especialmente no atacado.
O período de coleta de preços considerou os valores registrados entre 11 de fevereiro e 10 de março, comparados com o intervalo anterior.
Impacto para economia e mercado
O comportamento do IGP-10 é relevante para contratos indexados, como aluguéis, além de servir como sinalizador para tendências inflacionárias. A continuidade de quedas no índice pode indicar menor pressão de custos para empresas, o que, em alguns casos, tende a reduzir repasses ao consumidor.
Para o mercado financeiro, os dados reforçam a leitura de um ambiente de inflação mais moderada em segmentos específicos, o que pode influenciar expectativas sobre juros e política monetária nos próximos meses.
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