Ações da Mills (MILS3) disparam mais de 14% após venda do controle para grupo francês Loxam
Negócio de cerca de R$ 2 bilhões movimentou as ações da companhia
Foto: Divulgação
As ações da Mills (MILS3) registraram forte alta nesta segunda-feira (25) depois que a companhia anunciou a venda de sua participação controladora para a francesa Loxam SAS. O acordo envolve cerca de 50,3% do capital social da empresa brasileira e pode movimentar aproximadamente R$ 2 bilhões. O mercado reagiu positivamente à operação, fazendo os papéis avançarem mais de 14% nas negociações da B3.
O anúncio foi divulgado pela companhia por meio de fato relevante enviado ao mercado. Segundo o documento, a Loxam vai pagar R$ 16 por ação aos atuais controladores da Mills, valor que representa um prêmio de aproximadamente 22% sobre o fechamento dos papéis na última sexta-feira (22).
A operação ainda depende de aprovações regulatórias, incluindo o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Até a conclusão do processo, as empresas seguirão cumprindo etapas previstas no contrato.
Mercado reage ao anúncio da operação
A notícia teve impacto imediato nas negociações da Bolsa brasileira. Logo nas primeiras horas do pregão, as ações da Mills passaram a liderar as altas do Ibovespa, refletindo o interesse dos investidores no acordo.
O prêmio oferecido pela Loxam foi um dos fatores que impulsionaram os papéis da companhia. Em operações desse tipo, é comum que investidores interpretem o pagamento acima do valor de mercado como um sinal de confiança no potencial da empresa adquirida.
Além disso, a entrada de uma gigante global no capital da Mills foi vista como um movimento estratégico para ampliar a atuação da companhia no setor de locação de equipamentos.
Quem é a Loxam
Fundada em 1967, a Loxam é considerada uma das maiores empresas de locação de equipamentos da Europa. O grupo atua em setores ligados à construção civil, infraestrutura, indústria, energia e eventos.
De acordo com informações divulgadas pela Mills, a empresa francesa encerrou 2025 com receita líquida de cerca de 2,5 bilhões de euros. Atualmente, possui mais de 11 mil funcionários e presença em dezenas de países.
A companhia já opera no Brasil desde 2015, principalmente por meio das marcas Loxam do Brasil e A Geradora.
Pontos principais da operação
- Venda de 50,3% do capital da Mills
- Valor de R$ 16 por ação
- Prêmio de cerca de 22% sobre o fechamento anterior
- Operação estimada em aproximadamente R$ 2 bilhões
- Necessidade de aprovação do Cade
- Oferta pública prevista aos demais acionistas
Oferta aos acionistas minoritários
Após a conclusão da compra do bloco de controle, a Loxam deverá realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) para os demais acionistas da Mills.
Segundo as regras do mercado brasileiro, os investidores minoritários terão direito de vender suas ações nas mesmas condições oferecidas aos controladores. Isso significa que o preço por ação deverá ser mantido em R$ 16, conforme informado pela companhia.
Esse tipo de mecanismo busca garantir tratamento igualitário aos acionistas em mudanças de controle societário.
Operação pode ampliar presença internacional da Mills
Analistas do mercado acompanham a negociação como um movimento relevante para o setor de locação de máquinas e equipamentos no Brasil. A Mills atua principalmente em áreas ligadas à construção civil, infraestrutura e serviços industriais.
A entrada da Loxam no controle pode abrir espaço para expansão operacional, troca de tecnologia e aumento de investimentos na companhia brasileira.
O setor vem registrando crescimento nos últimos anos, impulsionado por projetos de infraestrutura, obras privadas e aumento da demanda por aluguel de equipamentos em vez da compra direta dos ativos.
Além disso, operações internacionais desse porte costumam atrair atenção do mercado financeiro por indicarem interesse estrangeiro em empresas brasileiras ligadas à economia real.
Próximos passos do acordo
Apesar do anúncio, a conclusão definitiva ainda depende de etapas regulatórias e contratuais. O Cade deverá analisar possíveis impactos concorrenciais antes de aprovar a operação.
Enquanto isso, investidores acompanham os desdobramentos do negócio e os efeitos sobre as ações da Mills no mercado brasileiro.
A expectativa também fica voltada para os próximos movimentos da Loxam no país e possíveis mudanças estratégicas após a conclusão da aquisição.
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