Dia das Mães deve movimentar quase R$ 38 bilhões no varejo brasileiro
O Dia das Mães de 2026 deve movimentar quase R$ 38 bilhões no varejo brasileiro, com cerca de 127 milhões de consumidores indo às compras.
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O Dia das Mães deve movimentar quase R$ 38 bilhões no varejo brasileiro em 2026, consolidando a data como a segunda mais importante do comércio nacional. A expectativa é que cerca de 127 milhões de consumidores participem das compras em todo o país, com 78% deles planejando adquirir ao menos um presente, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas em parceria com o SPC Brasil. O volume expressivo reforça a relevância da data tanto para o varejo quanto para o setor de serviços, especialmente em um cenário de consumo ainda pressionado.
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O desempenho esperado para o período mostra como o Dia das Mães deve movimentar quase R$ 38 bilhões no varejo brasileiro, abrangendo desde lojas físicas até serviços como alimentação e turismo. A data ocorre no segundo domingo de maio e tradicionalmente mobiliza consumidores em todo o território nacional, sendo superada apenas pelo Natal em termos de faturamento.
Além do impacto direto nas vendas, o período também aquece cadeias produtivas e gera oportunidades para pequenos e médios negócios. Em muitos casos, comerciantes apostam em promoções e condições especiais de pagamento para atrair clientes e ampliar o ticket médio.
Intenção de consumo e perfil do comprador
De acordo com o levantamento, os brasileiros pretendem gastar, em média, R$ 294 com presentes. As mães lideram a lista de homenageadas, seguidas por esposas e sogras. O dado reforça o caráter familiar da data, que costuma envolver múltiplas relações afetivas.
Outro ponto relevante é o comportamento emocional associado às compras. Muitos consumidores relatam que veem a data como uma oportunidade de retribuir carinho, o que influencia diretamente o volume de gastos — mesmo diante de restrições orçamentárias.
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Produtos mais procurados no Dia das Mães
Entre os itens mais buscados, o destaque fica para o setor de moda, seguido por produtos de beleza. Chocolates, flores e experiências também aparecem com força nas intenções de compra.
As chamadas “experiências” têm ganhado espaço nos últimos anos. Almoços em restaurantes, viagens curtas e passeios especiais surgem como alternativas aos presentes tradicionais. Esse movimento indica uma mudança no perfil do consumo, com maior valorização de momentos e memórias.
Endividamento cresce e acende alerta no consumo
Apesar da expectativa positiva, o fato de que o Dia das Mães deve movimentar quase R$ 38 bilhões no varejo brasileiro também vem acompanhado de um alerta importante: o risco de endividamento.
A pesquisa mostra que:
- 6 em cada 10 consumidores pretendem parcelar compras sem garantia de pagamento
- 37% admitem que o orçamento ficará comprometido
- 27% priorizam a satisfação imediata em vez do planejamento financeiro
Além disso, quase 40% dos entrevistados já possuem contas em atraso, sendo que a maioria está negativada. Esse cenário indica que parte relevante do consumo pode ocorrer sem sustentação financeira adequada.
Especialistas apontam que esse comportamento pode levar ao aumento da inadimplência nos meses seguintes, especialmente em um ambiente econômico instável.
Especialistas orientam cautela nas compras
De acordo com especialistas da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, é fundamental que o consumidor adote uma postura mais cautelosa. A recomendação é evitar compras impulsivas e avaliar a real capacidade de pagamento antes de parcelar qualquer valor.
Entre as principais dicas estão:
- Pesquisar preços com antecedência
- Optar por presentes personalizados e criativos
- Dividir os custos com familiares
Essas estratégias ajudam a manter o equilíbrio financeiro sem abrir mão da celebração.
Preços mais altos e influência das redes sociais
Outro fator que impacta o consumo é a percepção de aumento de preços. Cerca de 66% dos consumidores acreditam que os produtos estão mais caros neste ano. Ao mesmo tempo, 57% afirmam sentir pressão social para gastar mais do que podem, sendo as redes sociais um dos principais gatilhos.
Esse cenário combina inflação percebida com estímulos externos ao consumo, o que pode ampliar o risco de decisões financeiras pouco planejadas.
Pix lidera formas de pagamento
Entre os meios de pagamento, o Pix se destaca como o preferido dos consumidores, refletindo a consolidação do sistema no dia a dia dos brasileiros. A facilidade e a rapidez das transações contribuem para sua popularidade, especialmente em compras de menor valor.