A Copel (CPLE6) está se movimentando para realizar uma oferta de ações ainda neste mês, após ter alterado seu estatuto, de acordo com informações obtidas pelo Pipeline. A empresa planeja precificar a emissão antes de agosto, utilizando o balanço do primeiro trimestre como base para a transação.

Conforme relatos do Pipeline, a oferta subsequente (follow-on) da Copel deverá ser composta por uma parcela primária e outra secundária, com a expectativa de movimentar até R$ 5 bilhões no total. A intenção é que cada emissão represente metade desse montante.

De acordo com o cronograma atual, a Copel precisa concluir a oferta até meados de outubro, a fim de utilizar os recursos para o pagamento do bônus de outorga referente à renovação da concessão da hidrelétrica Foz de Areia, que vencerá ainda em dezembro.

No entanto, a empresa aguarda a definição do preço mínimo da oferta pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná, bem como a aprovação do valor da outorga da renovação das três hidrelétricas pelo Tribunal de Contas da União. Essas decisões são cruciais para o andamento do processo.

Privatização Copel

Os acionistas da Copel aprovaram uma reforma do estatuto social que abre caminho para a privatização, seguindo um comunicado anterior da empresa. As novas regras são semelhantes às adotadas no processo de privatização da Eletrobras.

No entanto, a votação do novo estatuto da Copel encontrou resistência do BNDESPar, acionista detentor de aproximadamente 24% das ações da estatal. O banco divulgou uma nota destacando que a Copel é considerada uma empresa estratégica, responsável pela gestão de um monopólio natural crucial para a segurança energética da região.

Com as alterações estatutárias, o poder de voto do grupo de acionistas fica limitado a 10% e uma cláusula de “poison pill” é estabelecida, o que significa que qualquer comprador que adquira 25% da empresa será obrigado a fazer uma oferta pela totalidade das ações ordinárias.

Outro ponto em comum com a privatização da Eletrobras é a criação de uma “golden share”, que será mantida pelo Governo do Paraná e concederá o direito de veto em votações de assuntos estratégicos.

De acordo com a Copel, as mudanças no estatuto só entrarão em vigor na data de liquidação de uma possível oferta pública de distribuição primária e/ou secundária de ações ordinárias ou certificados de depósito de ações (units) emitidos pela companhia.

Segundo a Copel, o novo estatuto somente produzirá efeitos na data de liquidação de potencial oferta pública de distribuição primária e/ou secundária de ações ordinárias ou certificados de depósito de ações (units) de emissão da companhia.

Equipe MI

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