A conta de luz deve ter um aumento médio de 6,9% em 2023, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A informação foi divulgada por Sandoval Feitosa, diretor-geral do órgão regulador, durante uma audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado, realizada no início da semana.

Feitosa destacou que a perspectiva é de um reajuste médio de 6,9% na tarifa média do Brasil para o próximo ano, com algumas regiões apresentando tarifas ainda mais elevadas. Ele ressaltou que o país tem energia barata, porém, as tarifas são altas.

Os reajustes variam de acordo com a região. No Norte, estima-se um aumento médio de 17,6% na tarifa. Para o Nordeste, a projeção é de um reajuste médio de 7,9%. Já para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a agência estima aumentos médios de 6,5%, 5,7% e 4,5%, respectivamente.

É importante ressaltar que as estimativas são baseadas em dados de maio deste ano e envolvem incertezas devido à antecipação da previsão e à dinâmica das variáveis que compõem os processos tarifários.

As tarifas dos consumidores regulados, ou seja, aqueles atendidos pelas distribuidoras, são reajustadas anualmente pela agência, no aniversário da concessão. Feitosa explicou que a tarifa de energia elétrica é composta pelos custos de distribuição, transmissão, geração e encargos setoriais, sendo essa última parcela a que mais tem aumentado.

Os encargos setoriais, que incluem os subsídios, são definidos por políticas públicas estabelecidas pelo Congresso Nacional, pela Presidência da República e pelo Ministério de Minas e Energia. A Aneel tem o papel de fornecer informações e transparência sobre esses encargos aos consumidores.

De acordo com o diretor-geral da Aneel, os encargos setoriais têm aumentado acima dos índices de inflação IPCA e IGP-M desde 2015. Ele mencionou a ferramenta digital da agência, o “subsidiômetro”, que detalha os subsídios pagos pelos consumidores por meio da conta de luz nos últimos anos.

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Equipe MI

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