Banco aponta ações internacionais mais protegidas da IA
Empresas com ativos físicos ganham protagonismo enquanto investidores reavaliam riscos da transformação tecnológica.
(Foto: Michael Nagle/Bloomberg)
O Goldman Sachs identificou uma mudança relevante na preferência dos investidores globais diante do avanço da inteligência artificial.
Segundo o banco, companhias com forte base em ativos tangíveis têm apresentado desempenho superior desde 2025, superando empresas mais dependentes de capital intelectual.
Entre os destaques estão ASML (BDR: ASML34), Safran, LVMH (LVMH34), Air Liquide (AIRL34) e Airbus (AIRB34).
Essas empresas se beneficiam de ativos difíceis de replicar, como infraestrutura, engenharia e capacidade produtiva.
Empresas “asset light” enfrentam maior pressão
Por outro lado, Companhias com modelo “asset light”, ou seja, menos intensivas em capital físico, tendem a enfrentar maior exposição à disrupção provocada pela IA. Nesse grupo, aparecem nomes como L’Oréal, Adyen, DSV e Siemens, que podem ver seus modelos pressionados por novas tecnologias e ganhos de eficiência trazidos pela automação avançada.
Ao mesmo tempo, gigantes de tecnologia seguem na direção oposta, ampliando fortemente seus investimentos em infraestrutura para sustentar o avanço da IA; movimento que eleva a barreira competitiva no setor. Empresas como Amazon (AMZO34), Microsoft (MSFT34), Alphabet (GOGL34), Meta (M1TA34) e Oracle (ORCL34) devem investir cerca de US$ 1,5 trilhão entre 2023 e 2026 na expansão de data centers e infraestrutura ligada à inteligência artificial.
Para efeito de comparação, esse montante é mais que o dobro dos aproximadamente US$ 600 bilhões investidos por essas companhias ao longo de toda a sua história até 2022, um indicativo claro de como a “corrida da IA” está colocando pressão adicional sobre empresas menos capitalizadas.
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