Bolsa brasileira pode ganhar novo impulso com acordo UE-Mercosul; veja ações mais expostas

Livre-comércio entre UE e Mercosul pode mexer com a Bolsa. Veja quais ações brasileiras podem se beneficiar do acordo.

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10 de jan, 2026 às 07:00
acordo UE-Mercosul GETTY IMAGES

A aprovação do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul reacendeu o radar do mercado para empresas brasileiras com forte perfil exportador. O consenso do mercado é que setores ligados ao agronegócio, proteínas, papel e bioenergia tendem a ser os principais beneficiados no médio e longo prazo, à medida que tarifas são reduzidas e cotas de exportação ampliadas.

Visão dos analistas sobre o acordo UE-Mercosul

Na avaliação de especialistas do Goldman Sach, o acordo representa um avanço estrutural para o comércio exterior do Brasil, ao ampliar o acesso a um dos mercados mais relevantes do mundo. Mesmo com um cronograma de implementação diluído ao longo de vários anos, o pacto é visto como positivo por aumentar previsibilidade, diversificar destinos de exportação e reduzir dependência de EUA e China.

O Banco destaca que o maior impacto deve ocorrer no setor de proteínas, especialmente carnes de aves e suína, além de ganhos relevantes para açúcar, etanol, papel e celulose. O consenso é de que empresas já adaptadas às exigências ambientais e sanitárias da União Europeia largam na frente.

Por outro lado, casas de análise ponderam que os efeitos no curto prazo tendem a ser limitados, já que as mudanças tarifárias são graduais. Ainda assim, o acordo é visto como um vetor estratégico de crescimento para companhias exportadoras listadas na B3.

Ações apontadas como beneficiadas do acordo

Entre os papéis mais citados por analistas estão:

Proteínas e alimentos

  • Marfrig (MBRF3) – exposição direta ao mercado europeu e potencial aumento de volumes exportados
  • JBS (JBSS32) – diversificação geográfica e operação consolidada na Europa
  • Minerva (BEEF3) – foco em exportações e expectativa de melhora de margens

Papel e celulose

  • Suzano (SUZB3) – demanda europeia por produtos renováveis e embalagens
  • Klabin (KLBN11) – portfólio integrado e alinhamento a critérios ESG

Açúcar, etanol e bioenergia

  • São Martinho (SMTO3) – açúcar e etanol com maior valor agregado
  • Raízen (RAIZ4) – bioenergia e presença internacional
  • Jalles Machado (JALL3) – foco em sustentabilidade e exportações

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Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.