AURA33 atinge máxima dos últimos em 12 meses com valorização de 500%

Ações da Aura Minerals atingem máxima de 52 semanas a US$ 74,7, impulsionadas por resultados fortes, aquisição estratégica e otimismo do mercado.

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Última atualização:  30 de jan, 2026 às 11:57
aura33 Reprodução

As ações da Aura Minerals atingiram nesta quinta-feira (29) a máxima dos últimos 12 meses, negociadas a US$ 74,7, ilustrando o forte desempenho recente da mineradora e o aumento da confiança dos investidores no papel.

Com esse movimento, a empresa alcança uma capitalização de mercado de aproximadamente US$ 6,04 bilhões, consolidando-se como um dos destaques do setor de mineração. O papel acumula uma valorização expressiva de mais de 530% nos últimos 12 meses, além de um ganho de cerca de 206% nos últimos seis meses.

Apesar do forte rali, indicadores técnicos apontam para um nível elevado de preço. O Índice de Força Relativa (RSI) sugere que as ações operam em território de sobrecompra, enquanto as métricas do site InvestingPro indicam que o papel está sendo negociado acima do valor justo estimado.

Dividendos e saúde financeira AURA33

Além da valorização das ações, a Aura Minerals também chama atenção pela política de remuneração aos acionistas. O papel oferece um dividend yield de aproximadamente 2,66%, com crescimento de dividendos superior a 170%, segundo dados de mercado.

Esse conjunto de indicadores levou a empresa a receber uma classificação geral de saúde financeira “Excelente” nas avaliações do InvestingPro, reforçando a percepção positiva sobre sua estrutura de capital e capacidade de geração de caixa.

Resultados e movimentos estratégicos

O desempenho recente também é sustentado por fundamentos operacionais. No terceiro trimestre de 2025, a Aura Minerals reportou lucro por ação (EPS) de US$ 0,82, superando em quase 50% a expectativa do mercado. A receita somou US$ 248 milhões, ficando acima das projeções em pouco mais de 5%.

Outro fator relevante foi a aquisição da Mineração Serra Grande, concluída por um valor de empresa de US$ 76 milhões. De acordo com estimativas do Goldman Sachs, o negócio adiciona cerca de US$ 395 milhões em valor líquido de ativos, o equivalente a US$ 4,80 por ação.

Após a operação e os resultados trimestrais, o Goldman Sachs elevou o preço-alvo da Aura Minerals para US$ 68, ante US$ 52,80, mantendo recomendação de compra. O banco destacou a forte performance da mina Apoena, embora tenha apontado um avanço um pouco mais lento do que o esperado no projeto Borborema.

Destaque no setor

Com a combinação de valorização expressiva, resultados acima do esperado, aquisições estratégicas e distribuição crescente de dividendos, a Aura Minerals segue como um dos principais destaques entre as empresas de mineração, ainda que o nível atual de preço exija maior atenção dos investidores quanto a possíveis movimentos de correção no curto prazo.

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Pedro Gomes

Jornalista formado pela UniCarioca, com experiência em esportes, mercado imobiliário e edtechs. Desde 2023, integra a equipe do Melhor Investimento.