Melhores fundos imobiliários para investir em julho de 2026
Descubra quais são os Fundos Imobiliários que estão chamando a atenção das principais corretoras do país.
Imagem: Envato Elements
Os fundos imobiliários (FIIs) seguem entre as principais alternativas para quem busca renda passiva e diversificação na Bolsa. Em julho, a comparação das carteiras recomendadas por cinco das principais instituições financeiras do país mostra uma concentração das indicações em alguns segmentos específicos do mercado.
Os fundos de recebíveis imobiliários (CRI) lideram as recomendações e aparecem com maior frequência entre as carteiras analisadas. Na sequência, destacam-se os fundos de galpões logísticos e os de shopping centers, que também concentram um número expressivo de indicações.
Neste cenário, o Melhor Investimento preparou uma seleção especial com os fundos imobiliários mais recomendados pelas principais corretoras do país para julho de 2026. A iniciativa busca auxiliar os investidores em suas tomadas de decisão.
FIIs mais recomendados de julho de 2026
| Fundo | Segmento | Recomendações | Carteiras |
| KNCR11 | Recebíveis Imobiliários | 4 | BTG Pactual, XP, Itaú BBA, Santander |
| BRCO11 | Galpões Logísticos | 4 | BTG Pactual, XP, Itaú BBA, Santander |
| XPML11 | Shopping Centers | 4 | BB Investimentos, XP, Itaú BBA, Santander |
| KNIP11 | Recebíveis Imobiliários | 3 | BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA |
| MCCI11 | Recebíveis Imobiliários | 3 | BTG Pactual, XP, Santander |
| BTLG11 | Galpões Logísticos | 3 | BTG Pactual, XP, Itaú BBA |
| PVBI11 | Lajes Corporativas | 3 | BTG Pactual, XP, Itaú BBA |
| HSML11 | Shopping Centers | 3 | BTG Pactual, XP, Itaú BBA |
| TRXF11 | Renda Urbana (Híbrido) | 3 | BTG Pactual, BB Investimentos, Santander |
| KNHF11 | Multiestratégia | 3 | BB Investimentos, Itaú BBA, Santander |
Melhores fundos imobiliários para investir em junho
No cenário das recomendações para junho, três fundos ganham evidência ao reunir o consenso de ao menos quatro casas de análise:
Kinea Rendimentos Imobiliários
- Ticker: KNCR11.
- Casas que recomendam: BTG; XP; Itaú BBA; Santander.
- Variação nos últimos 12 meses: +18,06%.
Para janeiro, o Kinea Rendimentos Imobiliários permanece entre os mais recomendados. Conforme a XP, o fundo deve continuar entregando rendimentos atrativos ao longo do ano, beneficiado pela expectativa de uma Selic ainda em patamares elevados, além de apresentar menor volatilidade em relação aos pares.
A corretora avalia que esses fatores sustentam a presença do FII nas carteiras, mesmo com as cotas negociadas a um leve prêmio sobre o valor patrimonial.
O Itaú BBA também reforça a confiança no KNCR11 ao destinar 10% de sua carteira recomendada ao fundo, dentro de uma alocação de 30% voltada aos FIIs de ativos financeiros. Já o BTG Pactual destaca a relevância do fundo no segmento de recebíveis, a elevada liquidez e a estratégia de carregar os ativos até o vencimento.
Segundo a instituição, a capacidade de estruturar as próprias operações permite negociar garantias adicionais, taxas mais atrativas e exercer maior influência nas decisões de crédito.
XP Malls
- Ticker: XPML11.
- Casas que recomendam: XP; Itaú BBA; Santander; BB Investimentos.
- Variação nos últimos 12 meses: +11,31%.
Um dos fundos mais populares da B3 figura também entre os mais recomendados do mercado. Na Carteira Renda da BB Investimentos, o XPML11 substituiu o PMLL11 com o objetivo de reduzir riscos e elevar a qualidade da exposição ao segmento.
A corretora explica que, embora o fundo retirado da carteira tenha ativos qualificados, as recentes aquisições realizadas com pagamento em cotas podem pressionar o preço no mercado secundário nos próximos meses. “Preferimos XPML11, fundo mais líquido, diversificado, com maior peso no IFIX e desconto pouco habitual frente ao VP”, argumentou.
A XP também mantém uma visão positiva para o fundo. Segundo a casa, a recomendação é sustentada por um portfólio diversificado de shopping centers maduros e resilientes, aliado à sólida performance operacional, ao potencial de geração de valor por meio da gestão ativa dos ativos e à elevada liquidez das cotas no mercado secundário.
Bresco Logística FII
- Ticker: BRCO11.
- Casas que recomendam: BTG; XP; Itaú BBA; Santander.
- Variação nos últimos 12 meses: +15,02%..
Outro fundo que se destacou nas carteiras das corretoras foi o Bresco Logística FII (BRCO11). Entre os principais acontecimentos recentes, o fundo formalizou um aditivo contratual com a Pax Tecnologia (Olist) no ativo Bresco Osasco e fechou a locação total do Bresco Embu para a Express 3300, com contrato vigente por 3 anos.
Conforme o Santander, o FII se destaca pelo portfólio de 14 galpões de padrão AAA/AA, concentrados principalmente no estado de São Paulo, além dos contratos de longo prazo, e da presença de grandes locatários (Natura, Mercado Livre e Whirlpool). O banco apenas chama atenção para o fato de que 15% das receitas vencem em 2026.
O BTG Pactual segue na mesma linha otimista. Para a casa, o fundo acerta ao combinar imóveis de elite perto da capital paulista, contratos atípicos (que dão mais previsibilidade ao caixa), espaço para gerar valor com expansões e boa liquidez para negociar as cotas no mercado.
Outros FIIs a se considerar
Também há aqueles fundos imobiliários que, embora não sejam consenso entre a maioria das corretoras, foram destacados por pelo menos três das carteiras consultadas para produção deste artigo. São eles:
- KNIP11: FII de papel que investe predominantemente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) indexados à inflação. O fundo busca gerar renda recorrente por meio dos rendimentos desses títulos.
- MCCI11: FII de papel que investe majoritariamente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Foca na geração de renda previsível por meio dos juros e da correção monetária desses ativos.
- BTLG11: Fundo de tijolo focado em galpões logísticos distribuídos por diferentes regiões do país. Sua receita é proveniente, principalmente, da locação dos imóveis que compõem o portfólio.
- PVBI11: FII focado em lajes corporativas de alto padrão (AAA) nas regiões mais nobres de São Paulo. Sua receita vem do aluguel desses escritórios para grandes empresas.
- HSML11: FII de tijolo com portfólio focado em shopping centers espalhados pelo país. Gera receita por meio do aluguel das lojas e da exploração comercial dos empreendimentos.
- TRXF11: Fundo de renda urbana que investe em imóveis locados para grandes empresas, geralmente por contratos de longo prazo. Sua estratégia é gerar renda recorrente com os aluguéis e buscar valorização dos ativos.
- KNHF11: Fundo de Fundos (FoF) focado em adquirir cotas de outros FIIs. Busca retornos por meio de dividendos mensais e ganho de capital na negociação dos ativos.
Critérios de seleção
A seleção dos fundos apresentados neste artigo baseia-se nas carteiras de seis corretoras de renome, sendo elas: BB Investimentos, BTG Pactual, EQI Research, Itaú BBA, Santander e XP Investimentos (Carteira Fundamentalista).
Desta forma, o levantamento garante uma visão abrangente e representativa das principais recomendações do mercado, de modo que oferece tendências e perspectivas dos especialistas do setor.
Leia também: Investir em fundos imobiliários ou comprar lote: qual melhor opção?
Tendências do mercado de FIIs para 2026
O cenário para os fundos de investimento imobiliário (FIIs) aponta para uma possível inflexão positiva a partir de 2026, acompanhando a dinâmica natural dos ciclos econômicos. A leitura é de que, após um período de pressão provocado pelos juros elevados, o mercado começa a reunir elementos que sustentam uma retomada gradual dos preços e do apetite dos investidores de longo prazo.
Segundo Lana Santos, do Research do Clube FII, a economia atravessa movimentos cíclicos bem definidos — expansão, pico, recessão e recuperação — e os FIIs não fogem a essa lógica. Para ela, o investidor mais atento entende que o foco não deve estar nas oscilações de curto prazo, mas na antecipação das grandes mudanças de direção do mercado, especialmente quando os fundamentos permanecem sólidos.
Nesse ponto, os FIIs exibem uma característica singular: combinam o desempenho do mercado imobiliário com o comportamento do mercado financeiro. Hoje, essas duas forças caminham em sentidos opostos.
Enquanto o setor imobiliário físico segue aquecido, com demanda consistente, vacância controlada e ativos de boa qualidade, o ambiente financeiro ainda sofre os efeitos de uma política monetária restritiva. A expectativa, contudo, é que a queda gradual da Selic — acompanhada da redução das taxas de longo prazo, como as do Tesouro IPCA+ — seja o principal gatilho para a reprecificação das cotas.
Essa visão é compartilhada por Otmar Schneider, da Nord Investimentos, que enxerga um consenso crescente no mercado quanto à trajetória de queda dos juros. Nesse contexto, a diminuição do custo do dinheiro tende a favorecer ativos de renda variável, aproximando os preços das cotas de seus valores patrimoniais e abrindo espaço para novas emissões e movimentos de expansão dos portfólios.
Para o investidor, isso se traduz em oportunidade. Com as cotas ainda pressionadas, é possível adquirir ativos de qualidade a preços descontados, garantindo uma renda futura maior e acelerando o processo de construção patrimonial. A lógica é simples: comprar renda quando ela está barata, antes que o ciclo vire.
Apesar disso, o cenário exige cautela. Arthur Vieira de Moraes ressalta que a recente desvalorização dos FIIs não reflete uma fragilidade do mercado imobiliário em si, mas sim o impacto dos juros elevados sobre os ativos financeiros. Ainda assim, ele chama atenção para sinais de desaceleração da economia brasileira, que podem afetar resultados e níveis de ocupação no médio prazo caso o aperto monetário persista por mais tempo.
Em síntese, 2026 desponta como um ano-chave para os FIIs: se a esperada queda dos juros se confirmar, o setor tende a se beneficiar de uma combinação rara — fundamentos imobiliários sólidos e um ambiente financeiro mais favorável — criando as bases para uma nova fase de valorização e crescimento sustentável.
Gostou do conteúdo?
Siga o Melhor Investimento nas redes sociais: Instagram | Facebook | Linkedin