De magnata do ramo imobiliário à presidente da nação mais poderosa do mundo, a trajetória de Donald Trump é tão surpreendente quanto controversa. Nascido em Nova York em 1946, Trump transformou o nome de sua família em um sinônimo de luxo e poder, construindo um império que se estende por diversos setores, desde hotéis e cassinos até programas de televisão. 

Mas foi sua incursão na política que o levou para o centro das atenções globais, resultando na sua eleição como o 45º presidente dos Estados Unidos da América entre os anos de 2017 e 2021.

O Melhor Investimento reuniu toda a história de Donald Trump, desvendando os momentos que definiram sua ascensão ao estrelato político e empresarial. Confira!

Quem é Donald Trump?

Donald Trump é uma figura icônica na política e nos negócios americanos, conhecido por sua personalidade extrovertida e controversa. Nascido em 14 de junho de 1946, em Nova York, Trump construiu um império empresarial antes de se lançar na política como presidente dos EUA no mandato entre 2017 e 2021.

Nascido em uma rica família de Nova York, Donald Trump herdou fortuna e ambição. Seu sucesso nos negócios o transformou em magnata internacional, expandindo o nome “Trump” para áreas como hotéis, cassinos e golfe. A aparição no polêmico reality show “O Aprendiz” consolidou sua imagem de empresário impiedoso e carismático.

Trump migrou facilmente da fama empresarial para a política, conquistando parte da população conservadora com visões nacionalistas e populistas. Sua candidatura presidencial, inicialmente vista com descrédito, surpreendeu a todos ao culminar em sua eleição como 45º presidente dos Estados Unidos.

Origens e formação

Nascido em berço de ouro no Queens, Nova York, Donald John Trump é o quarto filho do próspero casal Frederick Trump e Anne MacLeod. A fortuna da construtora do pai proporcionou à família uma vida luxuosa em uma mansão de 23 cômodos em Jamaica Estates.

Apesar da riqueza e oportunidades, o jovem Trump já demonstrava um temperamento desafiador e avesso às regras. Sua competitividade muitas vezes se traduzia em comportamentos agressivos, culminando em sua ida para um internato militar aos 12 anos.

Ao concluir o internato, Trump retornou para casa, dividido entre seguir os passos do pai nos negócios ou tentar a sorte em Hollywood. A recusa da Universidade do Sul da Califórnia o direcionou para a área de negócios. Iniciou o curso de Administração na Faculdade de Fordham em Nova York, transferindo-se posteriormente para a renomada Wharton School da Universidade da Pensilvânia, onde cursou economia e se formou em 1968.

Trump e o mundo dos negócios

Donald Trump deu os primeiros passos no mundo dos negócios na empresa de sua família, a Elizabeth Trump & Son Company, que seu avô Friedrich Trump fundou em 1927. Mais tarde, a empresa foi renomeada para The Trump Organization. Fred Trump, pai de Donald Trump, era um empreendedor imobiliário bem-sucedido na cidade de Nova York.

Donald Trump começou trabalhando em projetos de construção de moradias para a classe média e baixa em bairros como Queens e Brooklyn. Depois disso, ele ampliou sua atuação para o mercado de imóveis comerciais. Ele foi gradualmente assumindo um papel mais proeminente na empresa, eventualmente tornando-se presidente da Trump Organization.

O primeiro projeto notável de Trump foi o Hotel Commodore, em parceria com o grupo Hyatt em 1976. O hotel foi rebatizado como Grand Hyatt. Naquela época, Nova York não era destino turístico de luxo, tornando o investimento arriscado. 

Com a negociação, Trump convenceu a administração da cidade a conceder uma redução de impostos por 40 anos ao Grand Hyatt, gerando uma economia de US$ 160 milhões. Em 1996, após duas décadas de sucesso, vendeu sua metade do hotel por US$ 142 milhões, obtendo lucro significativo. A experiência com o Grand Hyatt consolidou a reputação de Trump como visionário e hábil negociador no mundo dos negócios.

Fortuna de Donald Trump

Trump entrou na lista das 500 pessoas mais ricas do mundo em março de 2024. Sua fortuna, estimada em US$ 6,5 bilhões segundo a Bloomberg, é impulsionada principalmente pela fusão de sua empresa de mídia social, Trump Media & Technology Group (CMTG), com a Digital World Acquisition.

A fusão, concluída após quase 29 meses de negociações, concede a Trump o controle majoritário da empresa combinada. Isso resultou em um aumento substancial de US$ 4 bilhões em seu patrimônio líquido. As ações da CMTG, agora negociadas na Nasdaq, dispararam mais de 40% em seu primeiro dia de pregão, o que deve aumentar ainda mais a riqueza de Trump.

A principal propriedade da CMTG é a rede social Truth Social, uma plataforma semelhante ao X (ex-Twitter), disponível para usuários iOS. Embora amplamente associada aos apoiadores de Trump, especialmente durante sua campanha para a pré-candidatura à presidência em 2024, a Truth Social também gerou controvérsias e está sob investigação do Departamento de Justiça dos EUA.

Apesar dos desafios, a fusão bem-sucedida representa um triunfo significativo para Trump, especialmente em meio a outros problemas legais. Recentemente, ele foi condenado a pagar uma fiança de quase US$ 500 milhões em um caso civil de fraude em Nova York. 

No entanto, após uma apelação bem-sucedida, o valor foi reduzido para US$ 175 milhões. Trump se comprometeu a honrar esse compromisso financeiro, mesmo que grande parte de sua riqueza esteja em ativos imobiliários, o que pode dificultar a liquidez necessária para resolver suas questões legais.

Este marco na carreira de Trump demonstra o poder das empresas de mídia social e o potencial de grandes retornos financeiros, mesmo em meio a controvérsias e desafios legais. Resta saber se ele conseguirá manter sua riqueza e influência a longo prazo.

Hotéis, cassinos e o império imobiliário de Trump

Trump é mais conhecido por seus empreendimentos imobiliários de luxo, como a Trump Tower em Nova York e vários hotéis em todo o mundo. 

Trump Tower. Foto: John Minchillo / Associated Press

Além dos hotéis, o empresário também foi um jogador importante no setor de cassinos. Ele teve uma presença significativa em Atlantic City, Nova Jersey, durante os anos 80 e 90. Seus cassinos eram conhecidos por sua extravagância e grandiosidade, mas também enfrentaram desafios financeiros ao longo dos anos. Trump também teve seus fracassos, incluindo falências em seus cassinos em Atlantic City.

Os hotéis Trump são conhecidos por seu luxo e estilo distintos. Eles estão espalhados por várias cidades importantes ao redor do mundo, incluindo Nova York, Las Vegas, Chicago e Miami. Esses hotéis muitas vezes são vistos como símbolos de status e opulência.

O império imobiliário de Trump é uma de suas características mais marcantes. Ele construiu e desenvolveu uma vasta gama de propriedades imobiliárias, desde torres de apartamentos até arranha-céus comerciais. A marca associa-se frequentemente a empreendimentos de alto padrão e design sofisticado.

Ele também desenvolveu campos de golfe, usando-os como uma extensão de sua marca global. Desde os anos 90, ele adquiriu e desenvolveu vários campos tanto nos Estados Unidos quanto internacionalmente.

Apesar das críticas e desafios, os campos de golfe de Trump continuam a ser uma parte de sua identidade empresarial e um componente lucrativo de seus negócios.

No entanto, é importante observar que controvérsias e desafios legais também marcaram o império empresarial de Trump, com disputas envolvendo moradores locais e ativistas ambientais em locais como a Escócia. Além disso, algumas de suas empresas enfrentaram falências e suas práticas comerciais foram objeto de investigações.

Fechamento da Trump Entertainment Resorts

Donald Trump é o fundador da Trump Entertainment Resorts, uma empresa que atuava com diversos cassinos e hotéis luxuosos. Entre seus empreendimentos mais notáveis estavam o Trump Plaza e o Trump World’s Fair em Atlantic City, o Trump Marina em Gary, Indiana, o Trump 29 em Coachella, Califórnia, e o Trump Taj Mahal, também em Atlantic City.

Trump Taj Mahal. Foto: Divulgação

Fundada em 1995 pelo empresário como Trump Hotels & Casino Resorts, a empresa ascendeu rapidamente no cenário do jogo. No entanto, ela enfrentou desafios. Em 2004, a Trump Entertainment Resorts entrou com pedido de falência pela primeira vez, pressionada por dívidas e um ambiente regulatório mais rigoroso. 

A empresa se reorganizou e reabriu suas portas, mas as dificuldades persistiram. Novas falências em 2009 e 2014 abalaram a empresa, levando à venda gradual de suas propriedades e à eventual aquisição pela Icahn Enterprises em 2016.

Apesar dos esforços para revitalizar a marca, a Trump Entertainment Resorts não conseguiu se recuperar. Em 2018, a última propriedade da empresa, o Trump Taj Mahal, foi fechada definitivamente, marcando o fim de uma era no mundo dos jogos de azar.

Miss Universo, reality show e o mundo do entretenimento

Além de seus empreendimentos comerciais, Trump também se aventurou no mundo do entretenimento, uma delas sendo proprietário da franquia Miss Universo de 1996 a 2015. Contudo, seu maior triunfo no mundo do entretenimento veio com o reality show “O Aprendiz” (The Apprentice), pela NBC, que se tornou um grande sucesso nos Estados Unidos e internacionalmente. Sua presença na mídia contribuiu significativamente para sua popularidade e reconhecimento público.

No programa, Donald Trump assumiu o papel de coprodutor e apresentador, personificando um empresário de sucesso que avaliava a performance de executivos de diferentes backgrounds. Estes competiam em equipes e individualmente em uma variedade de tarefas, geralmente relacionadas às vendas. 

Trump era responsável por conduzir as competições e demitir os participantes ao final dos episódios, marcando o momento com o famoso “You’re fired!” – ou “Você está demitido!” na versão brasileira conduzida por Roberto Justus.

Além disso, ele marcou presença em diversas séries e filmes, como “Um Maluco no Pedaço”, “Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York” e “Sex and the City”, geralmente interpretando a si mesmo.

Trump, a persona pública que se tornou

Através de sua exposição na televisão e sua personalidade marcante, Trump se tornou uma figura pública proeminente nos Estados Unidos. Ele aproveitou essa fama para se envolver na política, expressando suas opiniões sobre uma variedade de questões políticas e sociais.

Ele também construiu uma reputação como empresário bem-sucedido no ramo imobiliário, figurou na mídia e publicou o livro “A Arte da Negociação“, mas a coautoria é contestada. Esse histórico levou à consideração de seu nome para cargos políticos.

Trump demonstrou interesse: filiou-se a diferentes partidos (Democrata, Reformista, Republicano) e chegou a se declarar independente. Em 1999, formou um comitê eleitoral para avaliar uma possível candidatura à presidência dos EUA, mas desistiu antes das eleições que elegeram George W. Bush. Abordado novamente para as eleições de 2004 e 2012, não levou a campanha adiante em nenhuma ocasião.

Donald Trump chegando à presidência

Nas eleições de novembro de 2016, Trump surpreendeu o mundo ao vencer as eleições presidenciais dos Estados Unidos contra Hillary Clinton. Sua vitória foi considerada surpreendente por muitos observadores políticos, já que ele era um empresário e personalidade da mídia sem experiência prévia em cargos políticos.

Em 2017, ao assumir o cargo máximo, Trump revogou diversas medidas e pactos firmados pelo governo de Barack Obama. Seu mandato foi marcado por um clima político tenso, intensificado por suas declarações fortes e controversas.

Mesmo cercado por controvérsias e escândalos, Trump conseguiu a indicação republicana para a reeleição. No entanto, sua gestão da pandemia de COVID-19 e a resposta aos protestos antirraciais abalaram sua popularidade, resultando em sua derrota para Joe Biden e Kamala Harris nas eleições de 2020.

Trump na disputa presidencial de 2024

Após perder a reeleição em 2020 para Joe Biden, Trump permaneceu uma figura proeminente no cenário político americano. Sua candidatura em 2024 gera especulações e divisões dentro do Partido Republicano.

Trump é considerado o favorito para representar o Partido Republicano. A Suprema Corte, unânime e de maioria conservadora, afirmou que os estados não devem determinar a elegibilidade dos candidatos, uma decisão que se estende por todo o país..

Isso acontece simultaneamente ao início de um processo contra Trump por suposta manipulação dos resultados das eleições de 2020, marcando um momento crucial em sua trajetória política.

Donald Trump x Joe Biden

A corrida para as primárias republicanas ainda está em andamento, mas com Nikki Haley desistindo da pré-candidata à presidência dos EUA, uma competição eleitoral entre dois adversários está se formando. 

As pesquisas indicam uma competição acirrada, com os índices de aprovação de Biden em queda. Mas a percepção negativa do público em relação a Trump também é um fator importante.

A economia, um fator chave nas eleições americanas, está em um estado de crescimento constante, mas os eleitores ainda expressam preocupações sobre o custo de vida e a moradia. Ainda há muitos meses até as eleições, tempo suficiente para mudanças significativas na percepção econômica e política do país.

Críticas e polêmicas de Donald Trump

Ao longo de sua carreira política, Trump enfrentou inúmeras críticas e controvérsias. Diversas declarações do presidente foram interpretadas como discriminatórias durante seu mandato, o que intensificou a rejeição por parte de seus oponentes. Ele evidenciou seu foco na imigração com a proposta de um muro na fronteira com o México, mas não chegou a implementá-la.

Trump buscou aprimorar relações internacionais, mas gerou questionamentos ao tecer elogios a Xi Jinping (China) e Kim Jong-un (Coreia do Norte), contrastando com a postura crítica de seus antecessores.

Além disso, uma das primeiras medidas de Trump foi retirar os EUA do Acordo de Associação Transpacífico (TPP), pacto comercial que, segundo ele, prejudicava os EUA em favor da China. A decisão gerou debates sobre a política comercial do país.

Trump diz que imigrantes “envenenam o sangue do país”

Donald Trump, em setembro de 2023, provocou indignação ao declarar que os imigrantes ilegais estavam “envenenando o sangue” dos Estados Unidos, uma afirmação prontamente criticada como racista e xenofóbica. Em outubro, Steven Cheung, porta-voz da campanha de Trump, rejeitou essas críticas como “absurdas”, defendendo que expressões semelhantes eram comuns em diversos meios de comunicação.

Em dezembro do mesmo ano, Trump reiterou seu uso do termo pejorativo em relação aos imigrantes ilegais, prometendo a maior operação de deportação da história dos Estados Unidos caso fosse reeleito.

Trump diz que “guerra civil poderia ter sido negociada”

Em 6 de janeiro de 2024, ao sugerir que negociações poderiam ter evitado a Guerra Civil Americana, Trump provocou polêmica, minimizou a gravidade do conflito e criticou Abraham Lincoln por não ter feito o suficiente para impedir o derramamento de sangue. Essa posição ignorou completamente a questão central da escravidão, que foi o principal catalisador do conflito que custou a vida de mais de 600 mil pessoas.

Desaparecimento de documentos ultrassecretos

No fim do mandato de Donald Trump, uma pasta contendo informações altamente confidenciais sobre a suposta interferência eleitoral russa nas eleições americanas de 2016 sumiu, gerando grande preocupação entre as autoridades de inteligência.

O desaparecimento da pasta representava uma ameaça à segurança nacional, uma vez que continha alguns dos segredos mais bem guardados dos Estados Unidos e de seus aliados. Os funcionários dos serviços de inteligência chegaram a informar os líderes do Comitê de Inteligência do Senado sobre o incidente no ano anterior para recuperar os materiais desaparecidos.

Ataque ao Capitólio dos EUA

Depois de se recusar a aceitar sua derrota nas eleições de 2020, Trump fez um pronunciamento aos seus seguidores no National Mall em 6 de janeiro de 2021, criticando publicamente o então vice-presidente Mike Pence por não apoiar sua tentativa de rejeitar os votos em favor de Joe Biden.

Após esse discurso incendiário, seus seguidores marcharam em direção ao Capitólio, o ícone do poder nos Estados Unidos e sede do Congresso, onde estava em andamento uma sessão conjunta para certificar a vitória de Joe Biden.

De acordo com depoimentos prestados à comissão da Câmara dos EUA encarregada de investigar o incidente, Trump foi responsável por instigar a invasão. Ele ainda enfrenta processos judiciais relacionados ao ocorrido e a Suprema Corte examinará um deles.

Em 7 de janeiro de 2021, após pressões de aliados, assessores e parlamentares, o ex-presidente mudou de tom, condenando o ataque ao Capitólio e reconhecendo que haveria uma transição para o governo Biden.

Donald Trump preso

Donald Trump se apresentou voluntariamente a uma prisão na Geórgia em 24 de agosto de 2023. Ele foi brevemente detido sob a acusação de tentar manipular o resultado das eleições presidenciais de 2020.

Ele ficou preso por um curto período e, após pagar uma fiança de R$ 1 milhão e receber um número de identificação no sistema judiciário do estado, o liberaram. Divulgaram sua foto de identificação judicial, conhecida como “mugshot“. Embora enfrentasse acusações em outros três processos, foi a primeira vez que tiraram sua foto dessa maneira.

Trump compartilhou seu mugshot em sua rede social Truth Social e destacou a foto com um pedido de doações no site de sua campanha. “Hoje, na infame prisão violenta do condado de Fulton, Geórgia, fui PRESO mesmo sem ter cometido NENHUM CRIME”, ele escreveu na plataforma.

Ele também compartilhou seu mugshot no X com uma legenda dizendo “INTERFERÊNCIA ELEITORAL” e “NUNCA SE RENDA!”

Como Donald Trump lida com tarifas internacionais?

Durante seu mandato, Trump adotou uma postura agressiva em relação ao comércio internacional, impondo tarifas sobre produtos de vários países, incluindo China e México.

Tarifas sobre a China 

Trump impôs tarifas significativas sobre as importações chinesas, afirmando que a China estava pagando essas tarifas. No entanto, na realidade, as tarifas são pagas por importadores de produtos chineses, geralmente empresas americanas ou unidades de empresas estrangeiras registradas nos EUA. Esses importadores muitas vezes repassam os custos das tarifas para os clientes, principalmente fabricantes e consumidores nos Estados Unidos.

Em fevereiro de 2024, Trump indicou que, se fosse reeleito, imporia novamente tarifas à China, que poderiam ultrapassar 60%.

Violação das regras do comércio internacional 

A Organização Mundial do Comércio (OMC) declarou que as tarifas de Trump sobre produtos chineses violavam as regras do comércio internacional. A OMC apoiou uma reclamação da China sobre as tarifas impostas a cerca de US$ 234 bilhões em bens em 2018.

Tarifas sobre outros países 

Trump também usou tarifas como uma ferramenta de negociação com outros países. Ele anunciou que instituiria um sistema de tarifas de, possivelmente, 10% sobre a maioria das mercadorias estrangeiras. Além disso, ele impôs tarifas contra vizinhos como Canadá e México durante as negociações do novo acordo que substituiu o Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta), um bloco econômico que estava em vigor desde 1994 até seu término em 2018.

Trump: guerra e alianças militares

Donald Trump, durante seu mandato como presidente dos Estados Unidos, teve uma abordagem única em relação à guerra e às alianças militares com medidas controversas e uma postura unilateral.

  • Guerra na Ucrânia: Trump afirmou que, se fosse eleito, acabaria com a guerra na Ucrânia em um dia. Ele sugeriu que resolveria a guerra em um dia, interpretação que alguns viram como uma indicação de vitória russa no conflito. Ele tem reiterado que não ajudaria a Ucrânia, se fosse reeleito.
  • Retirada de tropas da Alemanha: Trump propôs a retirada de quase 10 mil soldados americanos da Alemanha, uma decisão que poderia enfraquecer a aliança militar transatlântica Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
  • Alianças militares e a OTAN: Trump insinuou que os EUA poderiam não defender um membro da OTAN em caso de ataque estrangeiro, se o aliado não estivesse em dia com suas obrigações de investimentos em Defesa. Ele também disse que “encorajaria” a Rússia a “fazer o que diabos eles quiserem” com qualquer um dos países-membros da OTAN que não tenha cumprido as metas de gastos militares estipuladas pela aliança.
  • Gastos militares: durante seu governo, Trump criticou abertamente os aliados da OTAN por sua resistência em aumentar os gastos em defesa. Ele também se opôs a um pacote de apoio militar à Ucrânia no valor de US$ 60 bilhões, aprovado no Senado dos EUA.

Qual a relação de Donald Trump com o Brasil?

Donald Trump teve uma relação significativa com o Brasil durante seu mandato. Uma delas era a aliança política, já que o ex-presidente Jair Bolsonaro considerava Donald Trump seu principal aliado internacional.

Trump se destacou por fazer política através de uma comunicação rápida e direta com o eleitorado por meio das redes sociais, o que causou um impacto não apenas nos EUA, mas também no Brasil.

Além disso, a gestão de Trump foi marcada pelo questionamento das relações comerciais americanas com o resto do mundo. Isso afetou o Brasil, principalmente devido ao protecionismo econômico de Trump, que levou à guerra comercial com a China e respingou em produtos brasileiros.

Outro ponto importante é que Trump, ao evitar confrontar questões relacionadas à Amazônia, indiretamente endossou o comportamento de Bolsonaro. Trump deixou claro que não havia necessidade de se preocupar com pressões e sanções econômicas.

Família Trump

Donald Trump tem cinco filhos de três casamentos diferentes. Donald Trump Jr., nascido em 1977, é filho de Donald Trump e Ivana Trump. Ele é um defensor ferrenho das propostas de seu pai e é considerado um ás na manga para energizar a base do presidente. Além disso, seu estilo incendiário e seus ataques violentos aos democratas o tornam uma figura popular entre os apoiadores de Trump.

Devido à sua popularidade entre a base de eleitores de Trump e ao seu envolvimento ativo, Donald Trump Jr. é frequentemente mencionado como um possível sucessor na carreira política. No entanto, até o momento, nenhum dos filhos de Trump anunciou oficialmente a intenção de seguir a carreira política.

Legado e impacto de Donald Trump na política dos Estados Unidos

O legado de Trump como presidente é objeto de intenso debate. Seus apoiadores o veem como um defensor dos interesses americanos e um líder forte, enquanto seus críticos o acusam de polarizar ainda mais o país e minar as instituições democráticas.

  • Economia e política interna: Trump focou no crescimento econômico interno, adotando medidas protecionistas e nacionalistas. Ele incentivou a economia doméstica através de desburocratização e liberação de empréstimos para pequenos comerciantes e empresários, o que renderam uma parcela significativa de votos.
  • Comunicação e trumpismo: o ex-presidente foi um grande expoente de uma política feita a partir da comunicação rápida e direta com o eleitorado via redes sociais. Ele quebrou regras tácitas da democracia americana, como ao se recusar a conceder sua derrota nas urnas ou ao se abster de participar da posse do sucessor. Esse estilo de comunicação e suas políticas deram origem ao “trumpismo”, um movimento político que conseguiu se comunicar com uma parcela da população.
  • Impacto global: o comportamento de Trump no palco internacional repercutiu em rivais e aliados, abalando consensos antigos e forçando parceiros a redefinirem suas prioridades. Sua presidência teve um impacto significativo na percepção dos Estados Unidos pelo mundo.

Em resumo, a abordagem econômica protecionista marca o legado de Trump na política dos EUA. Além disso, uma política externa unilateral, uma comunicação direta e controversa, e a criação do movimento político ‘trumpismo’ também caracterizam seu legado.

A trajetória de Donald Trump é um exemplo da dinâmica política e social americana. Sua administração deixou uma marca na história do país, influenciando o discurso político. Independentemente das diversas opiniões sobre seu mandato, é inegável que Trump foi uma figura central nos eventos recentes, e seu período na presidência é um capítulo significativo na história americana.

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Carolina Gandra

Redatora do Melhor Investimento. Formada em Jornalismo, com 2 anos de experiência em redação de textos para diferentes nichos de mercado.