Trump volta a ameaçar Irã e eleva tensão durante nova rodada de negociações

Presidente dos Estados Unidos afirmou que poderá ordenar novos ataques caso grupos aliados de Teerã continuem atuando no sul do Líbano.

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Última atualização:  21 de jun, 2026 às 15:59
Foto do presidente dos EUA Donald Trump. Imagem: Al Drago/Getty Images/Reprodução via Vanity Fair.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra o Irã neste domingo (21) ao afirmar que poderá autorizar novas ações militares contra o país caso organizações apoiadas por Teerã mantenham atividades consideradas hostis no sul do Líbano.

A declaração foi publicada na rede social Truth Social enquanto representantes americanos e iranianos participavam de uma nova rodada de negociações diplomáticas na Suíça. Os encontros buscam avançar na implementação do acordo firmado recentemente entre os dois países para reduzir as tensões no Oriente Médio.

Segundo Trump, o governo iraniano precisa agir para conter seus aliados na região. O presidente americano afirmou que, caso isso não aconteça, Washington poderá responder com medidas mais duras do que as adotadas nos últimos confrontos.

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Clima de desconfiança

As conversas na Suíça acontecem poucos dias após a assinatura de um memorando de entendimento que abriu um período de 60 dias para negociações entre Estados Unidos e Irã. O objetivo é discutir temas considerados estratégicos para a estabilidade regional, incluindo o programa nuclear iraniano, a situação no Líbano e a segurança marítima no Estreito de Ormuz.

A mediação das tratativas conta com a participação do Catar, que tem atuado como interlocutor entre os dois governos.

Apesar das declarações mais agressivas de Trump, integrantes da delegação americana adotaram um tom mais moderado durante o início das reuniões. O vice-presidente J.D. Vance, que lidera a comitiva dos Estados Unidos, afirmou que a Casa Branca continua comprometida com uma solução diplomática e com a construção de um cessar-fogo mais amplo na região.

Conflito no Líbano segue como principal obstáculo

O cenário no Líbano permanece entre os maiores desafios para um acordo definitivo entre Washington e Teerã.

No sábado (20), Israel realizou novos ataques contra posições no sul do território libanês, mesmo após anúncios recentes de cessar-fogo. Autoridades locais informaram que a ofensiva deixou dezenas de mortos e aumentou novamente a tensão na fronteira.

O episódio reforçou as preocupações sobre a fragilidade dos avanços diplomáticos alcançados até o momento e evidenciou a dificuldade de estabilizar a região.

Estreito de Ormuz

Em resposta aos acontecimentos recentes, autoridades iranianas voltaram a mencionar possíveis restrições à navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de petróleo.

A possibilidade de novas limitações no corredor estratégico tem sido acompanhada de perto por investidores e governos, já que qualquer interrupção relevante no fluxo de petróleo pode gerar impactos nos preços da commodity e no abastecimento energético internacional.

Embora representantes americanos tenham defendido a continuidade do diálogo, as novas declarações de Trump aumentam a pressão sobre as negociações e demonstram que a opção militar continua sendo considerada por Washington caso não haja avanços concretos nas tratativas com o governo iraniano.

Com isso, os mercados seguem atentos aos próximos passos das conversas na Suíça, consideradas fundamentais para o futuro da estabilidade política e econômica no Oriente Médio.

Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.