Governo propõe aumento do teto do MEI para R$ 130 mil até 2028
O governo federal analisa a proposta de aumento do teto do MEI de R$ 81 mil para R$ 130 mil por ano, com previsão de implementação gradual entre 2027 e 2028.
Foto: Divulgação
O governo federal voltou a discutir o aumento do teto do MEI para R$ 130 mil, em uma proposta que pode alterar o limite de faturamento dos microempreendedores individuais nos próximos anos. A medida, defendida pelo ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, está em fase de análise e deve ser implementada de forma gradual, com previsão de entrada em vigor entre 2027 e 2028. A proposta não altera o Simples Nacional como um todo e depende de negociação no Congresso Nacional.
A iniciativa surge em um contexto de atualização das regras do Microempreendedor Individual (MEI), categoria que reúne milhões de trabalhadores formais no país. O objetivo do governo é ajustar o teto de faturamento à realidade econômica atual, sem promover mudanças estruturais mais amplas no sistema tributário das micro e pequenas empresas.
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Proposta de aumento do teto do MEI para R$ 130 mil em discussão no governo
O principal ponto da proposta em análise é o aumento do teto do MEI para R$ 130 mil, atualmente fixado em R$ 81 mil anuais. Segundo Dario Durigan, o governo avalia uma atualização do limite de faturamento exclusivamente para o regime do MEI, preservando as demais faixas do Simples Nacional.
A declaração foi feita nesta sexta-feira, 19, durante entrevista ao portal Jota, em Brasília. O ministro destacou que não há espaço no momento para uma reforma ampla do Simples Nacional, mas reforçou que o debate sobre o MEI está avançando dentro da equipe econômica.
A mudança proposta busca evitar defasagens no limite de faturamento, que, segundo técnicos da área econômica, já não acompanha a inflação acumulada e o crescimento natural de pequenos negócios no país. O aumento do teto do MEI para R$ 130 mil seria uma forma de manter a formalização de microempreendedores sem pressioná-los a migrar para regimes tributários mais complexos.
Quando e como o aumento do teto do MEI pode entrar em vigor
De acordo com o Ministério da Fazenda, o aumento do teto do MEI para R$ 130 mil não será imediato. A previsão inicial é que a mudança ocorra de forma escalonada, entre 2027 e 2028, permitindo uma adaptação gradual tanto para os empreendedores quanto para o sistema tributário.
O governo estuda encaminhar a proposta por meio de um Projeto de Lei Complementar (PLP), que será discutido com o Congresso Nacional. A escolha desse modelo legislativo reforça a intenção de construir um consenso político antes da implementação.
A equipe econômica também descarta, neste momento, o uso de medida provisória (MP), o que indica uma estratégia de médio prazo para o aumento do teto do MEI para R$ 130 mil, priorizando estabilidade e previsibilidade fiscal.
Impactos do aumento do teto do MEI para R$ 130 mil no empreendedorismo
O possível aumento do teto do MEI para R$ 130 mil pode ter impacto direto sobre milhões de microempreendedores individuais no Brasil. A medida tende a beneficiar pequenos negócios que hoje estão próximos do limite atual e acabam migrando precocemente para regimes mais complexos, com maior carga tributária e obrigações contábeis.
Na prática, o reajuste permitiria que mais empreendedores permanecessem no regime simplificado por mais tempo, o que pode estimular a formalização e reduzir a informalidade. Por outro lado, especialistas apontam que qualquer ampliação do MEI exige cuidado para não gerar desequilíbrios fiscais ou distorções no enquadramento tributário.
Além disso, o governo avalia que o ajuste pode contribuir para a sustentabilidade do sistema de arrecadação, desde que acompanhado de regras claras de transição e fiscalização.
Negociações no Congresso e articulação política
O avanço do aumento do teto do MEI para R$ 130 mil depende diretamente de articulação política. O Ministério da Fazenda já iniciou conversas com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a viabilidade da proposta.
A aprovação deverá ocorrer no Congresso Nacional, onde o texto ainda será detalhado e poderá sofrer ajustes. A escolha por um Projeto de Lei Complementar indica a necessidade de maioria qualificada, o que exige negociação ampla entre diferentes partidos.
O governo considera o tema prioritário dentro da agenda de micro e pequenas empresas, mas reconhece que o debate ainda está em fase inicial.
Contexto político e posicionamento do ministro
Durante a mesma entrevista, Dario Durigan também comentou o ambiente político em Brasília e negou qualquer tensão entre o Executivo e o Senado Federal após recentes decisões legislativas. O ministro aproveitou ainda para cumprimentar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pelo aniversário.
Apesar desse contexto político paralelo, o foco da equipe econômica permanece no aumento do teto do MEI para R$ 130 mil, que segue em análise técnica e política antes de qualquer definição oficial.