Acordo preliminar entre EUA e Irã pode encerrar guerra e reabrir Ormuz
Entendimento ainda depende de aprovação final de Trump e do líder supremo iraniano.
Imagem: Envato Elements.
Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo preliminar para encerrar o conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, segundo informações divulgadas neste domingo (24) por uma autoridade americana ouvida por jornalistas.
De acordo com a fonte, o entendimento também prevê que o Irã descarte seu estoque de urânio altamente enriquecido, um dos principais pontos de tensão entre os dois países nos últimos anos. O acordo, porém, ainda não foi formalizado oficialmente e segue sujeito à aprovação final do presidente Donald Trump e do líder supremo iraniano.
Trump diz que negociações avançam de forma “construtiva”
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que as conversas de paz estão evoluindo de maneira “ordenada e construtiva”. Segundo o presidente norte-americano, os negociadores dos Estados Unidos foram orientados a evitar pressa na conclusão do acordo.
“Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo. Não pode haver erros”, escreveu Trump. O republicano também reforçou que os Estados Unidos continuam exigindo que o Irã não desenvolva armas nucleares.
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Estreito de Ormuz segue no centro das negociações
Trump afirmou ainda que o bloqueio militar mantido pelos Estados Unidos nos portos iranianos continuará ativo até que o acordo seja oficialmente concluído, certificado e assinado.
O Estreito de Ormuz se tornou um dos principais pontos estratégicos da atual crise no Oriente Médio por concentrar parte relevante do transporte global de petróleo.
Nas últimas semanas, investidores acompanharam com preocupação o risco de interrupção do fluxo marítimo na região, cenário que pressionou os preços internacionais da energia.
Destino do urânio enriquecido ainda está em discussão
Segundo a autoridade americana, os detalhes sobre o mecanismo de descarte do urânio enriquecido ainda seguem em negociação. Trump defende que os próprios Estados Unidos assumam o controle do material como parte da estratégia para limitar o programa nuclear iraniano.
Apesar do avanço diplomático, o possível acordo ainda não inclui temas considerados sensíveis, como:
- O programa de mísseis do Irã;
- Uma eventual moratória sobre enriquecimento de urânio.
Esses pontos deverão ser discutidos em futuras etapas das negociações.
Governo iraniano ainda não comentou oficialmente
Até o momento, autoridades iranianas e a imprensa estatal do país não divulgaram posicionamento oficial sobre os termos do possível acordo.
Nas últimas 24 horas, representantes dos dois governos apresentaram versões diferentes sobre o andamento das negociações.
Mais cedo, o conselheiro militar do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, afirmou que o Irã possui o “direito legal” de administrar o Estreito de Ormuz como medida de proteção da segurança nacional.
Mercados acompanham impacto geopolítico
O possível avanço diplomático é acompanhado de perto pelos mercados globais. Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã provocou volatilidade no petróleo, pressões inflacionárias e preocupações sobre desaceleração econômica global.
Analistas avaliam que um acordo definitivo poderia reduzir parte das tensões geopolíticas e aliviar os impactos sobre energia, inflação e comércio internacional.