A Suzano (SUZB3) anunciou nesta quarta-feira (26) que encerrou as negociações para a compra da International Paper, conforme fato relevante divulgado.

As negociações haviam sido iniciadas em maio e a Suzano declarou ter alcançado o “preço máximo para que a transação gerasse valor para a companhia, porém, não obteve engajamento da outra parte”. No entanto, o valor proposto não foi detalhado no comunicado.

A possível aquisição da International Paper pela Suzano gerava dúvidas entre os investidores, especialmente quanto às sinergias que poderiam ser alcançadas com o negócio. 

Apesar disso, a Suzano tem se beneficiado do cenário de recuperação dos preços da celulose e da desvalorização do real ao longo do ano.

Vale enfatizar que em 2024 as ações da Suzano acumulam uma queda de 7,85%.

Projeto Cerrado, da Suzano (SUZB3), começa operar em julho

A Suzano também comunicou esta semana que sua nova fábrica de produção de celulose, localizada em Ribas do Rio Pardo (MS), conhecida como Projeto Cerrado, começará a operar em julho.

A fase final de comissionamento está em andamento, tendo como objetivo principal garantir uma transição suave para a produção e um bom desempenho, segundo a companhia.

Quanto às demais informações e estimativas relacionadas ao Projeto Cerrado, seguem todas inalteradas, como foi previamente informado pela Suzano.

Desempenho da Suzano (SUZB3) no 1T24

No mês de maio, a Suzano anunciou seu novo balanço de resultados, registrando um lucro de R$220 milhões no primeiro trimestre de 2024 (1T24), uma queda de 96% em relação ao mesmo período de 2023 (1T23).

A diminuição no lucro da Suzano no 1T24 foi atribuída a uma “variação negativa no resultado financeiro”, impactada pela desvalorização cambial sobre a dívida e operações com derivativos, além de uma redução no resultado operacional.

A receita líquida da empresa totalizou R$4,5 bilhões, representando uma queda de 16% em comparação ao ano anterior.

Segundo o balanço da Suzano, essa redução se deve ao preço médio mais baixo da celulose em dólar (-14%) e do papel (-9%). Além disso, a desvalorização do dólar frente ao real também contribuiu para essa queda.

Gabryella Mendes

Redatora do Melhor Investimento.