Sul entra em alerta por onda de calor que deve atingir mais de 500 municípios

Alerta vermelho do Inmet atinge 511 municípios do RS, SC e PR, com temperaturas muito acima da média e risco elevado à saúde.

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04 de fev, 2026 às 08:30
Termômetro de vidro com escala em Celsius mostrando aproximadamente 48 graus, fundo desfocado com cores quentes, ideal para imagens relacionadas a clima quente. Imagem: Envato Elements

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta vermelho — o nível mais alto de gravidade — para uma intensa onda de calor que atinge o Sul do país a partir desta terça-feira (3). O aviso abrange 511 municípios do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, onde vivem mais de 6,5 milhões de pessoas, segundo dados populacionais do IBGE.

De acordo com o instituto, a situação é classificada como de “grande perigo”, com temperaturas persistentemente acima da média histórica e risco elevado para a saúde da população. O alerta permanece válido até sexta-feira (6).

O que caracteriza uma onda de calor

Segundo critérios adotados internacionalmente e seguidos pelo Inmet, uma onda de calor é configurada quando as temperaturas máximas ficam ao menos 5 °C acima da média por cinco dias consecutivos ou mais. Esse padrão prolongado favorece o acúmulo de calor no corpo e no ambiente, ampliando os impactos sobre a saúde pública.

No atual episódio, o fenômeno afeta principalmente áreas do interior dos três estados do Sul, embora o calor também seja sentido em regiões metropolitanas. Já o litoral e as capitais tendem a registrar condições um pouco menos extremas, influenciadas por ventos e pela umidade marítima.

Regiões mais afetadas

No Rio Grande do Sul, o alerta abrange áreas do sudoeste, noroeste, nordeste e centro do estado. Em Santa Catarina, as regiões oeste e norte estão sob maior risco. No Paraná, o aviso se concentra nas áreas sudoeste, centro e sudeste.

A combinação de calor intenso e tempo seco pode agravar a sensação térmica e elevar a demanda por atendimentos médicos, especialmente entre grupos mais vulneráveis.

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Riscos à saúde aumentam

Autoridades de saúde alertam que ondas de calor elevam o risco de desidratação, exaustão térmica, insolação e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. Idosos, crianças e pessoas com enfermidades crônicas estão entre os mais suscetíveis.

Sintomas como tontura, cansaço excessivo, dor de cabeça, pele muito quente e mal-estar podem indicar que o organismo está tendo dificuldade para dissipar o calor. Em situações extremas, o superaquecimento corporal pode levar a complicações graves.

Recomendações de prevenção

A principal orientação é reforçar a hidratação ao longo do dia, mesmo sem sede. Também é recomendado evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, geralmente entre o fim da manhã e o meio da tarde, além de buscar ambientes ventilados e usar roupas leves.

Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199. Pessoas que apresentarem sintomas mais intensos devem procurar atendimento médico imediatamente.

O Inmet destaca ainda que o calor acima da média pode persistir em outras regiões do país ao longo de fevereiro, exigindo atenção redobrada para os efeitos das temperaturas extremas.

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Lucas Machado

Redator e psicólogo com quase 5 anos de experiência na produção de artigos e notícias sobre uma ampla gama de temas. Suas áreas de interesse e expertisse incluem previdência, seguros, direito sucessório e finanças, em geral. Atualmente, faz parte da equipe do Melhor Investimento, abordando uma variedade de tópicos relacionados ao mercado financeiro.