O Comitê de Política Monetária, o Copom, decidiu nesta quarta-feira (21), pela manutenção da Selic em 13,75% ao ano, que segue sem alterações desde o ano passado. Apesar das pressões do governo e de economistas para uma redução da taxa básica de juros da economia, as projeções do mercado já indicavam a manutenção do patamar atual para esta que foi a quarta reunião do conselho em 2023.

A Selic permanece no seu nível mais elevado desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. A taxa, que começou a subir em abril de 2021, quando ainda se encontrava no patamar de 2%, agora, se mantém inalterada desde agosto de 2022.

Mercado se prepara para corte em agosto ou setembro

Segundo um levantamento feito pelo Valor Econômico, de 122 instituições financeiras ouvidas pelo veículo, apenas duas projetaram um corte já na reunião desta quarta-feira. O relatório também aponta que a média das projeções, de acordo com as instituições, indica um corte na taxa Selic já no mês de agosto.

A mesma pesquisa feita pelo Valor, em maio, indicava uma redução apenas na reunião de setembro. Para o fim do ano, também houve alteração. Agora, a média das projeções indicam 12,25%, e não mais 12,5%.

Impacto da Selic no poder de compra

O aumento da taxa Selic tem como objetivo controlar a inflação, pois juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais elevadas dificultam a recuperação da economia. De acordo com o último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava um crescimento de 1% para a economia em 2023.

No entanto, o mercado prevê um crescimento menor. Segundo a última edição do Boletim Focus, os analistas econômicos estimam uma expansão de 2,14% do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma dos bens e serviços produzidos pelo país, neste ano.

Equipe MI

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