Rio de Janeiro terá eleição indireta após saída de Cláudio Castro; veja prazos e o que acontece agora
Presidente do TJ assume governo interinamente e terá prazo para convocar votação
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Com a saída do ex-governador Cláudio Castro do comando do Rio de Janeiro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, assumiu o governo de forma interina nesta semana. A mudança ocorreu na segunda-feira (23) e abre caminho para a realização de uma eleição indireta que definirá o novo chefe do Executivo estadual.
A substituição acontece após a renúncia de Castro, que deixou o cargo para disputar as eleições de outubro. Paralelamente, ele foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral à inelegibilidade até 2030 por abuso de poder político e econômico, decisão tomada na terça-feira (24). O ex-governador informou que pretende recorrer.
Pela regra, o governador interino tem até 48 horas para convocar a eleição indireta, que será realizada pela Assembleia Legislativa. A expectativa é que o comando provisório dure cerca de 30 dias.
Quem assume o governo do RJ
Com a vacância simultânea dos cargos de governador e vice, a Constituição estadual prevê que o presidente do Tribunal de Justiça assuma temporariamente. É o caso de Ricardo Couto de Castro, que passa a comandar o Palácio Guanabara até a escolha do novo governador.
Apesar da função, o período curto limita decisões estruturais. O próprio interino já indicou que deve priorizar a continuidade administrativa enquanto avalia a estrutura do Executivo.
Entenda o motivo da saída
A renúncia de Cláudio Castro ocorreu dentro do prazo legal para desincompatibilização, exigido para quem pretende disputar outro cargo nas eleições. Ao mesmo tempo, o julgamento no TSE reforçou a pressão política, ao torná-lo inelegível por oito anos.
O tribunal considerou que houve irregularidades na campanha de 2022, relacionadas à contratação de servidores e à destinação de recursos públicos. A decisão foi tomada por maioria de votos.
Próximos passos no estado
Nos próximos dias, o foco estará na convocação da eleição indireta e na definição de candidatos. A votação será feita pelos deputados estaduais, e o eleito cumprirá o restante do mandato.
Veja o cronograma esperado:
- Até 48 horas após a posse interina: convocação da eleição indireta.
- Até o fim de abril: realização da votação pela Assembleia Legislativa.
- Prazo estimado de até 30 dias: permanência do governador interino.
Impacto político e econômico
A mudança no comando do estado ocorre em um momento de atenção para investidores e agentes econômicos. A instabilidade política pode influenciar decisões de curto prazo, especialmente em áreas como concessões, investimentos públicos e gestão fiscal.
Além disso, o desfecho da eleição indireta será acompanhado de perto pelo mercado, já que o novo governador terá a missão de dar continuidade a projetos e manter o equilíbrio das contas públicas.
O cenário também reforça a importância do ambiente institucional e das decisões judiciais no andamento da política estadual, com reflexos diretos sobre a economia local.
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