CEO da Brava Energia (BRAV3) renuncia e companhia anuncia mudanças no alto escalão

A Brava Energia (BRAV3) informou a renúncia do CEO Décio Oddone dentro de um processo de sucessão planejado.

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Última atualização:  12 de jan, 2026 às 17:12
Retrato em plano médio do executivo Décio Oddone. Ele é um homem de pele clara, cabelos curtos e grisalhos, e aparece sorrindo para a câmera. Imagem: Divulgação/Brava Energia

A Brava Energia (BRAV3) comunicou ao mercado a renúncia de Décio Oddone ao cargo de diretor-presidente (CEO), em um movimento que faz parte de um processo de sucessão previamente planejado pela companhia. A decisão foi divulgada por meio de fato relevante nesta segunda-feira (12) e envolve mudanças relevantes no comando executivo e no conselho de administração da petrolífera.

A transição ocorre em um momento de forte crescimento operacional da empresa, que vem ampliando sua produção de petróleo e gás e registrando resultados expressivos ao longo de 2025.

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Segundo o comunicado, Décio Oddone permanecerá no cargo de CEO da Brava Energia até 31 de janeiro de 2026, garantindo uma transição considerada gradual, coordenada e alinhada às diretrizes estratégicas e de governança corporativa da companhia.

A permanência temporária do executivo tem como objetivo assegurar a continuidade das operações, além de permitir a transferência de conhecimento ao novo comando. A Brava Energia destacou que o processo foi estruturado para evitar impactos na estratégia de longo prazo e na execução dos projetos em andamento.

A renúncia ocorre após Oddone liderar um período marcado por expansão operacional, consolidação de ativos estratégicos e avanço na eficiência produtiva, especialmente nos campos offshore.

Richard Kovacs é eleito novo CEO da Brava Energia

O conselho de administração da Brava Energia (BRAV3) elegeu Richard Kovacs como novo diretor-presidente da companhia. A posse está marcada para 1º de fevereiro de 2026, logo após o encerramento do mandato de Décio Oddone.

Para assumir a posição executiva, Kovacs renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração, função que ocupava até então, permanecendo apenas como membro do colegiado. De acordo com a empresa, a escolha reforça a estratégia de continuidade e disciplina na gestão do capital.

No fato relevante, a companhia afirmou que a eleição de Kovacs “assegura a preservação da cultura da empresa, baseada em disciplina financeira, segurança operacional e eficiência”.

Alexandre Cruz assume a presidência do conselho de administração

Com a saída de Richard Kovacs da presidência do conselho, a Brava Energia anunciou a eleição de Alexandre Cruz para ocupar o cargo. A mudança completa a reorganização do alto escalão da companhia.

Segundo a petrolífera, a nova composição do conselho mantém alinhamento com as práticas de governança e reforça a separação entre funções executivas e estratégicas, considerada essencial para empresas listadas na B3.

A Brava Energia não informou mudanças adicionais na diretoria ou em outros comitês internos até o momento.

Produção da Brava Energia cresce em dezembro

Paralelamente às mudanças na liderança, a Brava Energia divulgou dados operacionais positivos. Em dezembro, a companhia registrou produção média diária de 74,6 mil barris de óleo equivalente (boe), um crescimento de 6% em relação a novembro, segundo relatório de dados não auditados.

O avanço foi impulsionado principalmente pelo retorno dos campos de Atlanta e Papa-Terra a patamares normalizados de produção, após manutenções programadas e intervenções realizadas no mês anterior.

Fatores que limitaram o avanço da produção

Apesar do crescimento mensal, parte do desempenho foi compensada por eventos operacionais pontuais. A empresa destacou:

  • Parada programada em Parque das Conchas
  • Interdição temporária de instalações no polo Potiguar
  • Redução da demanda de gás natural no campo de Manati

Mesmo assim, a companhia avaliou o desempenho de dezembro como positivo, reforçando a resiliência do portfólio de ativos.

Produção onshore e offshore em destaque

Em dezembro de 2025, a produção média diária da Brava Energia foi composta por:

  • 28,9 mil boe no onshore, referente às operações em terra
  • 45,6 mil boe no offshore, com destaque para os campos marítimos

Os números reforçam o peso crescente dos ativos offshore na estratégia da companhia, especialmente após investimentos em eficiência operacional.

Brava Energia encerra 2025 com crescimento expressivo

No consolidado de 2025, a Brava Energia encerrou o ano com produção média diária de 81,3 mil boe, representando um aumento de 46% em relação ao ano anterior.

Os campos de Papa-Terra e Atlanta registraram seus melhores resultados anuais históricos, tanto em volume produzido quanto em eficiência operacional, segundo a companhia.

O desempenho operacional fortalece o cenário de continuidade estratégica em meio à transição no comando da empresa, reduzindo riscos e reforçando a confiança do mercado na nova liderança da Brava Energia (BRAV3).

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