Estrela entra com pedido de recuperação judicial e ações ESTR4 despencam na Bolsa
Fabricante de brinquedos clássicos como Banco Imobiliário e Autorama tenta reorganizar dívidas em meio à pressão financeira.
Imagem: Internet/Reprodução.
A Estrela (ESTR4) informou nesta quarta-feira (20) que entrou com pedido de recuperação judicial junto a outras empresas de seu grupo econômico. O processo foi protocolado na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais, e envolve oito companhias ligadas ao grupo.
Entre as empresas incluídas no pedido estão a própria Manufatura de Brinquedos Estrela S.A., a Estrela Distribuidora de Brinquedos e a Editora Estrela Cultural.
Conhecida por brinquedos que marcaram gerações, como Banco Imobiliário, Autorama, Falcon, Genius, Susi, Comandos em Ação e Super Massa, a companhia afirmou que busca reorganizar sua estrutura financeira e preservar as operações.
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Motivos por trás do pedido
Em comunicado divulgado ao mercado, a empresa afirmou que o ambiente econômico dos últimos anos pressionou fortemente o caixa e a capacidade financeira do grupo. Segundo a companhia, fatores como juros elevados, maior dificuldade de acesso ao crédito e mudanças no comportamento dos consumidores contribuíram para o agravamento da situação.
A Estrela destacou ainda que o avanço do entretenimento digital, incluindo jogos eletrônicos e plataformas online, reduziu parte da demanda tradicional pelo setor de brinquedos físicos. A empresa não informou o valor total das dívidas envolvidas no processo.
Ações ESTR4 despencam após recuperação judicial
As ações ESTR4 registraram forte queda após o anúncio da recuperação judicial. Os papéis voltaram a ser negociados nesta quarta-feira (20) depois de mais de um mês sem movimentações na B3. O último negócio com as ações havia ocorrido em 9 de abril.
Por volta das 10h42, os papéis caíam cerca de 18,85%, negociados a R$ 3,66. Acompanhe a movimentação, ao vivo:
Empresa afirma que continuará operando normalmente
Apesar do pedido de recuperação judicial, a Estrela informou que continuará operando normalmente durante o processo. Pela legislação brasileira, a administração da companhia permanece responsável pela condução das atividades enquanto o plano de recuperação é elaborado e negociado com os credores.
A empresa afirmou que apresentará futuramente um Plano de Recuperação Judicial, documento que precisará ser aprovado pelos credores para permitir a reestruturação financeira do grupo.
O objetivo, segundo a companhia, é preservar empregos, manter a continuidade das operações e garantir a geração de valor para clientes, fornecedores e acionistas.