Relator da PEC 6×1 será indicado no início desta semana, diz Hugo Motta

O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou que o relator da PEC 6×1 será indicado no início da semana na Comissão de Constituição e Justiça.

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Última atualização:  22 de fev, 2026 às 19:19
Fotografia em plano médio do político Hugo Motta. Ele é um homem jovem, de pele clara, com cabelos escuros levemente grisalhos nas têmporas, penteados para trás. Ele está falando, com a boca entreaberta, posicionado atrás de um microfone de haste fina. Veste um paletó azul-marinho, camisa branca e uma gravata de tom azul-claro com textura discreta. O fundo está desfocado, mostrando folhagens verdes e uma parede com painéis artísticos em tons de branco e azul. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A definição do relator da PEC 6×1 deve ocorrer já nos próximos dias na Câmara dos Deputados. A informação foi confirmada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, que afirmou, neste domingo (22), que a escolha será formalizada no início da semana, no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta trata do fim da escala de trabalho 6×1 e abre uma nova frente de debate sobre jornada e relações trabalhistas no país.

Segundo Motta, o cronograma foi definido após reunião com o presidente da CCJ, o deputado Leur Lomanto Júnior. A intenção é dar andamento à tramitação ainda neste mês, com foco inicial na análise de admissibilidade da matéria.

Indicação do relator da PEC 6×1 e início da tramitação

A PEC 6×1 começará a avançar formalmente na Câmara com a escolha de um relator responsável por analisar se a proposta atende aos requisitos constitucionais. Essa etapa ocorre na CCJ, que avalia a legalidade e a constitucionalidade do texto antes de qualquer debate sobre o mérito.

De acordo com Hugo Motta, a indicação será feita no início desta semana. A partir disso, abre-se o prazo para apresentação do parecer técnico. A expectativa é que a admissibilidade da PEC 6×1 seja analisada até o fim de março.

Caso seja considerada apta, a proposta seguirá para uma comissão especial, onde o conteúdo será discutido de maneira mais detalhada, com possibilidade de alterações no texto.

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O que prevê a PEC 6×1 e por que ela gera debate

A PEC 6×1 propõe o fim da escala tradicional de seis dias consecutivos de trabalho para um dia de descanso, modelo comum em setores como comércio e serviços. A mudança pode impactar diretamente a organização das jornadas de trabalho e a estrutura de funcionamento de empresas em todo o país.

O tema ganhou relevância porque envolve dois pilares sensíveis da economia: direitos trabalhistas e competitividade empresarial. Trabalhadores defendem melhores condições de descanso e qualidade de vida. Já empresários demonstram preocupação com custos operacionais e reorganização de turnos.

Por mexer na dinâmica de produção e emprego, a PEC 6×1 passou a ocupar espaço central na agenda política e econômica. O debate também dialoga com outras pautas legislativas que tratam de mercado de trabalho e crescimento econômico.

Relator da PEC 6×1 e o calendário definido pela Câmara

Ao anunciar que o relator da PEC 6×1 será indicado no início da semana, Hugo Motta destacou que o processo seguirá os trâmites regimentais da Câmara. A admissibilidade será votada na CCJ e, se aprovada, será criada uma comissão especial para discutir o mérito.

Segundo o presidente da Câmara, o acordo sobre o calendário foi firmado com Leur Lomanto Júnior. A meta é concluir a etapa da CCJ até o final de março, permitindo que o debate avance ainda no primeiro semestre.

O rito legislativo de uma proposta de emenda à Constituição exige quórum qualificado e votação em dois turnos no plenário. Por isso, a tramitação costuma ser mais longa e exige articulação política ampla.

Debate ampliado: trabalhadores e empresários

Hugo Motta afirmou que a discussão sobre a PEC 6×1 é legítima, mas precisa ser conduzida com responsabilidade. Segundo ele, a Câmara pretende ouvir diferentes setores da sociedade antes de qualquer deliberação final.

O parlamentar ressaltou que serão convidados representantes de trabalhadores, sindicatos e também empresários. A proposta é evitar decisões precipitadas e ampliar o diálogo técnico.

A criação da comissão especial será o principal espaço para esse debate aprofundado. É nesse colegiado que poderão ocorrer audiências públicas e ajustes no texto original da PEC 6×1.

Impactos políticos e econômicos da PEC 6×1

A tramitação da PEC 6×1 ocorre em um momento de discussões intensas sobre produtividade, geração de empregos e condições de trabalho no Brasil. A proposta pode redefinir rotinas em diversos setores e alterar negociações coletivas.

Do ponto de vista político, o tema tende a mobilizar bancadas com visões distintas sobre flexibilização trabalhista e proteção social. Já no campo econômico, especialistas apontam que qualquer mudança estrutural na jornada exige análise de impactos financeiros e operacionais.

Além disso, a proposta pode influenciar debates paralelos no Congresso sobre políticas de emprego e estímulo ao crescimento. O andamento da PEC 6×1, portanto, será acompanhado de perto por trabalhadores, empresários e investidores.

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