PF e CGU fazem nova fase da Operação Sem Desconto contra fraudes no INSS
A investigação apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões que podem chegar a R$ 6,3 bilhões
Imagem: Reprodução via GenJurídico.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As ações ocorrem nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal.
Segundo a Polícia Federal, estão sendo cumpridos:
- 31 mandados de busca e apreensão;
- 8 medidas cautelares de monitoramento eletrônico;
- Outras medidas patrimoniais autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
PF investiga organização criminosa e estelionato previdenciário
De acordo com a corporação, a nova etapa da operação busca aprofundar as investigações sobre possíveis crimes contra a administração pública. Entre os delitos investigados estão:
- Organização criminosa;
- Estelionato previdenciário;
- Ocultação patrimonial;
- Dilapidação de patrimônio.
As autoridades apuram descontos aplicados sem autorização diretamente em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS.
Operação já teve outras fases em 2025
A investigação é um desdobramento de operações anteriores realizadas pela PF e pela CGU ao longo de 2025. Em março, foi deflagrada a Operação Indébito, considerada uma continuidade da própria Operação Sem Desconto.
Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca, apreensão e prisão no Ceará e no Distrito Federal. Já em abril de 2025, a primeira fase da Operação Sem Desconto mobilizou cerca de:
- 700 policiais federais;
- 80 servidores da CGU.
Naquele momento, mais de 200 mandados judiciais foram executados em diversos estados brasileiros.
Esquema pode ter causado prejuízo bilionário
Segundo as investigações, entidades suspeitas teriam realizado descontos indevidos que podem chegar a aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Os valores teriam sido retirados diretamente de aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.
Na primeira etapa da operação, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções. Além disso, a Justiça autorizou medidas de sequestro de bens que ultrapassaram R$ 1 bilhão.
Investigação segue em andamento
As autoridades informaram que a operação continua em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das apurações.
A PF e a CGU afirmam que o objetivo é identificar todos os envolvidos no esquema e recuperar eventuais valores desviados dos beneficiários da Previdência Social.