Morte de Ali Khamenei é confirmada pelo Irã após ataques de EUA e Israel
O presidente iraniano classifica ação como “declaração de guerra” e promete retaliação; Donald Trump havia anunciado o bombardeio nas redes sociais.
Ali Khamenei esteve à frente do Irã desde 1989 (Foto: khamenei.ir/CC)
A morte de Ali Khamenei foi confirmada pelo governo do Irã neste sábado (28), após ataques conjuntos atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. O líder supremo iraniano, que comandava o país há quase quatro décadas, teria sido atingido em um bombardeio durante a ofensiva militar.
Horas antes da confirmação oficial de Teerã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nas redes sociais que o aiatolá havia sido morto. Segundo ele, sistemas de inteligência americanos, em cooperação com Israel, localizaram Khamenei durante a operação.
Trump afirma que ataques continuarão
Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que o líder iraniano não conseguiu escapar da operação militar e classificou sua morte como um ato de justiça. O presidente americano afirmou ainda que os bombardeios contra o Irã devem continuar até que, segundo ele, seja alcançada “paz no Oriente Médio e no mundo”.
“Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários. Ele não conseguiu escapar de nossos sistemas de inteligência e de rastreamento altamente sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes mortos junto com ele, pudessem fazer”, disse o presidente dos EUA.
Além disso, Trump afirmou que integrantes da Guarda Revolucionária e das forças de segurança iranianas estariam buscando imunidade e poderiam se unir à população para promover mudanças internas no país.
Presidente do Irã promete vingança após morte de Ali Khamenei
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reagiu à morte do líder supremo classificando o episódio como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”.
Em comunicado transmitido pela TV estatal, Pezeshkian afirmou que a República Islâmica considera “dever e direito legítimo” retaliar os responsáveis pelo ataque. O governo decretou 40 dias de luto oficial e sete dias de feriado nacional.
Durante a programação especial, a emissora exibiu imagens de arquivo de Ali Khamenei com símbolos de luto e relembrou sua trajetória como autoridade religiosa e política.
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Liderança de quase quatro décadas
Ali Khamenei esteve à frente do Irã desde 1989, tornando-se uma das figuras mais influentes do Oriente Médio nas últimas décadas. Como líder supremo, concentrava amplos poderes políticos, religiosos e militares, exercendo controle direto sobre as Forças Armadas e decisões estratégicas do país.
Sua morte ocorre em um momento de forte tensão regional e pode provocar desdobramentos geopolíticos significativos, tanto no Oriente Médio quanto nas relações internacionais.
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