Ministério da Fazenda revisa para baixo estimativas de inflação para 2023 e 2024

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Última atualização:  20 de jul, 2023 às 18:07
Uma pessoa apontando para um gráfico ascendente, simbolizando a inflação. Foto: Freepik

O Ministério da Fazenda revisou para baixo suas estimativas de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para os anos de 2023 e 2024. De acordo com os novos parâmetros da Secretaria de Política Econômica (SPE), a previsão para 2023 foi reduzida de 5,58% para 4,85%, aproximando-se do limite máximo da meta anual de 4,75%. O Secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, destacou que há uma maior possibilidade de o IPCA encerrar o ano dentro do limite superior da meta de inflação.

Já para 2024, a projeção do IPCA foi reduzida de 3,63% para 3,30%. A meta de inflação estabelecida para o próximo ano é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Essa atualização das projeções levou em conta alguns fatores, como o reajuste menor do que o esperado nos planos de saúde e a diminuição dos preços dos combustíveis nas refinarias, além de revisões nas tarifas de energia elétrica residencial e dos ônibus urbanos.

A SPE justifica a revisão para 2024 com base em mudanças no cenário externo, como a taxa de câmbio e os preços de commodities, bem como expectativas de menores reajustes em preços monitorados.

Recentemente, houve deflação de 0,08% no IPCA de junho, e, com isso, a expectativa inflacionária para 2023 se manteve estável em 4,95% no Boletim Focus divulgado nesta semana. No mês anterior, a mediana era de 5,12%. Já para 2024, a projeção permaneceu em 3,92%, após ser de 4,00% há um mês.

O Ministério da Fazenda destacou também a mudança no regime de meta de inflação para o futuro, com a adoção da meta contínua a partir de 2026, o que deve contribuir para a convergência das expectativas de inflação deste ano.

Salário mínimo

O Ministério da Fazenda também ajustou para baixo suas previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para a correção do salário mínimo. Conforme os dados divulgados, a estimativa de aumento desse indicador para o ano corrente foi revisada de 5,34% para 4,48%. Para o ano de 2024, a projeção foi reduzida de 3,44% para 3,01%.

Em relação ao Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), a estimativa para 2023 também sofreu redução, passando de 2,06% para -2,21%. Para o próximo ano, a projeção foi revista de 3,78% para 3,63%.

Veja também:
Índice Geral de Preços (IGP-10) registra deflação de 1,10% em julho, diz FGV

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