Itaúsa (ITSA4): Goldman Sachs recomenda compra e vê alta de 21%
Banco vê potencial de valorização e destaca dividendos como atrativo
Foto: Divulgação/Itaúsa
A Itaúsa (ITSA4) passou a ser recomendada para compra pelo Goldman Sachs nesta quarta-feira (1º), com preço-alvo de R$ 16,90, o que representa um potencial de alta de cerca de 21% em relação ao último fechamento. A análise considera principalmente o desconto das ações em relação ao valor patrimonial e o fluxo de dividendos do Itaú Unibanco.
A recomendação chega em um momento em que a holding já acumula valorização relevante no ano, superando tanto o desempenho do Ibovespa quanto o do próprio Itaú. Ainda assim, segundo o banco, ainda há espaço para novas altas.
Desconto ainda chama atenção
Um dos principais pontos destacados pelos analistas é o desconto das ações da Itaúsa em relação ao valor de seus ativos, conhecido como NAV (valor patrimonial líquido). Hoje, o papel ainda negocia abaixo do que seria considerado seu valor justo.
Esse desconto está perto de 19% e, na visão do Goldman Sachs, pode diminuir ao longo do tempo. Parte dessa diferença é explicada pela própria estrutura de holding, que costuma ter menor liquidez e algumas particularidades na alocação de capital.
Mesmo assim, o banco avalia que mudanças no cenário tributário podem ajudar a reduzir essa distância nos próximos anos.
Reforma tributária pode mudar o cenário
A possível mudança nas regras de PIS/Cofins é vista como um dos principais gatilhos para a valorização da Itaúsa. A expectativa é que a reforma reduza distorções e melhore a eficiência na distribuição de resultados.
Na prática, isso pode aproximar o retorno de quem investe na Itaúsa daquele obtido ao investir diretamente no Itaú. Com isso, a diferença de valor entre os dois tende a diminuir.
Por outro lado, esse cenário depende do avanço da reforma. Qualquer atraso ou mudança nas regras pode manter o desconto elevado por mais tempo.
Dividendos seguem como principal atrativo
Outro ponto que sustenta a recomendação é o fluxo de dividendos. A Itaúsa tem participação relevante no Itaú Unibanco e repassa aos acionistas grande parte dos proventos recebidos.
Esse modelo faz com que a holding seja vista como uma forma indireta de acessar os dividendos do banco, muitas vezes com um rendimento maior por causa do desconto das ações.
- Itaú deve manter forte distribuição de resultados;
- Payout segue elevado, segundo estimativas;
- Dividend yield da Itaúsa pode superar o do próprio banco.
Desempenho recente e comparação com o mercado
No acumulado do ano, a Itaúsa já apresenta um desempenho acima de referências importantes do mercado. A ação sobe cerca de 25%, enquanto o Ibovespa avança menos e o próprio Itaú registra uma alta mais moderada.
Esse movimento mostra que o mercado já vem reconhecendo parte do valor da holding, mas ainda há expectativa de novas revisões positivas.
O que acompanhar daqui para frente
Para os investidores, alguns pontos devem continuar no radar nos próximos meses. O andamento da reforma tributária segue como principal fator, além da política de dividendos do Itaú e do comportamento dos juros no Brasil.
Com a taxa de juros ainda em patamar elevado, o mercado tende a ficar mais seletivo. Nesse cenário, empresas com geração de caixa consistente e previsibilidade de resultados, como a Itaúsa, continuam ganhando espaço nas carteiras.
A recomendação do Goldman Sachs reforça o interesse pela Itaúsa como uma opção para quem busca renda com dividendos e exposição ao setor bancário.
Mesmo após a valorização recente, o papel ainda é visto como negociado com desconto e com potencial de melhora, principalmente se houver avanço nas mudanças tributárias.
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