Lucro do Itaú (ITUB4) cresce 10% no 1T26 e bancos mantêm visão positiva

O Itaú (ITUB4) divulgou resultados sólidos no primeiro trimestre de 2026, com lucro em linha com as expectativas e alta rentabilidade.

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Última atualização:  07 de maio, 2026 às 01:43
Fachada de uma agência moderna do banco Itaú ao entardecer. Imagem: Divulgação

O Itaú Unibanco (ITUB4) apresentou mais um trimestre consistente e, para o mercado, a “falta de novidades” acabou sendo justamente o principal ponto positivo. Após divulgar os resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26), analistas reforçaram a visão construtiva para ITUB4, destacando que o banco segue entregando previsibilidade, alta rentabilidade e controle de riscos — fatores essenciais em um cenário econômico ainda desafiador no Brasil.

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O Itaú registrou lucro líquido recorrente de R$ 12,28 bilhões entre janeiro e março de 2026. O resultado veio praticamente em linha com as estimativas do mercado, com leve queda de 0,3% em relação ao quarto trimestre de 2025, mas avanço de 10,4% na comparação anual.

Segundo análises de casas como Goldman Sachs, o lucro ficou próximo das expectativas, reforçando a percepção de que o banco mantém uma trajetória previsível — algo valorizado pelos investidores, especialmente em momentos de incerteza macroeconômica.

Rentabilidade elevada mantém o Itaú à frente dos concorrentes

Um dos principais destaques do trimestre foi a rentabilidade. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) atingiu 24,8%, com avanço tanto na comparação trimestral quanto anual.

Esse nível de retorno coloca o Itaú em posição de liderança entre os grandes bancos, sustentando sua vantagem competitiva. Para analistas da Genial Investimentos, esse desempenho reforça a tese de que o banco consegue gerar valor mesmo em ciclos mais desafiadores.

Qualidade de crédito segue resiliente

Outro ponto central da análise do mercado foi a qualidade dos ativos. Mesmo com expectativas de deterioração do crédito no Brasil, o Itaú manteve indicadores sólidos, com níveis de inadimplência inferiores aos do setor.

Relatórios de JPMorgan destacam que o banco apresenta cerca de metade da inadimplência média em produtos como crédito pessoal e cartões. Esse diferencial reduz riscos e ajuda a sustentar resultados mais previsíveis ao longo do tempo.

Além disso, as provisões permaneceram sob controle, indicando que o banco está preparado para eventuais oscilações no ciclo econômico.

Crescimento e eficiência sustentam a tese de investimento

Mesmo em um trimestre sazonalmente mais fraco, o Itaú conseguiu avançar em pontos importantes:

  • Expansão da carteira de crédito em 7,2% na base anual
  • Controle rigoroso de despesas
  • Melhora na margem com mercado
  • Redução da carga tributária efetiva

A estratégia de eficiência, inclusive, deve continuar nos próximos anos, com potencial de sustentar a rentabilidade elevada.

Impactos sazonais explicam desempenho mais moderado

Parte da estabilidade no lucro pode ser atribuída a fatores pontuais:

  • Menor número de dias úteis no trimestre
  • Sazonalidade típica do início do ano
  • Antecipação de dividendos no fim de 2025
  • Redução de receitas específicas, como tarifas

As tarifas, por exemplo, caíram cerca de 7% em relação ao trimestre anterior, impactadas principalmente por menor atividade em cartões e taxas de performance.

Ainda assim, esses efeitos são considerados temporários e não alteram a visão estrutural sobre o banco.

Itaú (ITUB4): falta de novidades é boa notícia?

A pergunta que norteia o mercado é direta: a ausência de surpresas é positiva? Para os analistas, a resposta é sim.

Em instituições financeiras de grande porte como o Itaú, previsibilidade e controle de risco costumam ser mais valorizados do que crescimento acelerado. Nesse sentido, o banco segue entregando exatamente o que se espera: estabilidade com alta rentabilidade.

Casas como Bradesco BBI destacam que não houve mudanças relevantes nas estimativas, reforçando a confiança na tese de investimento.

Perspectivas seguem positivas para ITUB4

O consenso do mercado permanece otimista para ITUB4. A Genial Investimentos, por exemplo, mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 53 — o que implica potencial de valorização relevante.

As projeções indicam:

  • Lucro próximo de R$ 52 bilhões em 2026
  • Crescimento anual de dois dígitos baixos
  • Dividend yield ao redor de 7%
  • Continuidade do ciclo de eficiência por até três anos

O cenário é o mercado brasileiro, ainda marcado por juros elevados e desafios no crédito, o que torna a execução do Itaú ainda mais relevante.