IPCA-15 sobe 0,84% em fevereiro e supera previsão do mercado

Reajustes de mensalidades escolares e alta nas passagens aéreas explicam aceleração da inflação no mês

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Última atualização:  27 de fev, 2026 às 09:42
Notas de real de diferentes valores espalhadas sobre superfície, representando inflação e economia brasileira. Foto: Envato Elements

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,84% em fevereiro de 2026 no Brasil, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta foi registrada em todo o país e ficou acima das expectativas do mercado, que projetava avanço de 0,57% no mês. Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,10%. O resultado foi influenciado principalmente pelos reajustes típicos do início do ano letivo e pelo aumento nas passagens aéreas.

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do país e serve como termômetro para decisões econômicas, como a política de juros.

Educação lidera altas no mês

O grupo Educação teve a maior variação entre os nove grupos pesquisados, com alta de 5,20% e impacto relevante no índice geral. O avanço está ligado aos reajustes nas mensalidades escolares, comuns no começo do ano.

Os cursos regulares subiram 6,18%, com aumentos mais intensos no ensino médio, fundamental e pré-escola. Esses reajustes explicam boa parte da aceleração da inflação em fevereiro.

Transportes pressionam índice

O grupo Transportes também teve peso importante no resultado, com alta de 1,72%. As passagens aéreas subiram 11,64%, sendo o principal destaque.

Os combustíveis aumentaram 1,38% no mês, com alta no etanol, na gasolina e no diesel. O gás veicular foi a exceção, registrando queda. Tarifas de ônibus urbano também avançaram em algumas capitais, refletindo reajustes locais.

Alimentação tem alta moderada

O grupo Alimentação e Bebidas registrou variação de 0,20%, abaixo da taxa observada em janeiro. Dentro de casa, os preços subiram 0,09%, com aumento do tomate e das carnes.

Por outro lado, itens como arroz, frango em pedaços e frutas ficaram mais baratos.

Já a alimentação fora do domicílio teve alta maior, de 0,46%, influenciada pelo aumento nos preços das refeições e lanches.

Habitação e saúde

O grupo Habitação avançou 0,06% em fevereiro, após queda no mês anterior. A alta foi puxada principalmente pela taxa de água e esgoto e pelo aluguel residencial.

A energia elétrica residencial caiu 1,37%, ajudando a conter a inflação no grupo, favorecida pela bandeira tarifária verde, sem cobrança extra.

Em Saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 0,67%, com aumento nos artigos de higiene pessoal e nos planos de saúde.

Impacto no cenário econômico

O resultado acima do esperado pode reforçar a cautela do Banco Central em relação ao controle da inflação.

O IPCA-15 é acompanhado de perto por investidores e analistas porque antecipa tendências de preços e influencia decisões sobre a taxa básica de juros.

Apesar da aceleração em fevereiro, parte das altas é considerada sazonal, especialmente no caso da Educação.

Ainda assim, o comportamento dos preços nos próximos meses será determinante para avaliar se a inflação continuará pressionada ou se voltará a desacelerar ao longo do ano.

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Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.