IPC-Fipe acelera em maio e inflação em SP chega a 3,65% em 12 meses

Índice teve avanço de 0,45% no mês, puxado por alimentação e habitação

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02 de jun, 2026 às 12:34
Bancas de frutas e verduras em mercado ilustram alta dos preços da alimentação em São Paulo em maio de 2026. Foto: Envato Elements

A inflação na cidade de São Paulo acelerou em maio e registrou alta de 0,45%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O resultado ficou acima da taxa observada em abril, de 0,40%, e levou o acumulado em 12 meses para 3,65%.

O IPC-Fipe, indicador que mede a variação de preços para famílias paulistanas, mostrou avanço principalmente nos grupos de alimentação e habitação. O movimento ocorre em meio a um cenário de atenção do mercado sobre a trajetória da inflação e seus impactos na economia.

O resultado de maio ficou dentro das projeções do mercado financeiro, que estimavam alta entre 0,38% e 0,48%. Ainda assim, o índice veio acima da mediana das expectativas, que apontava avanço de 0,42%.

Entre janeiro e maio deste ano, a inflação acumulada pelo IPC-Fipe chegou a 1,92%.

Alimentação e habitação pressionaram o índice

Os dados da Fipe mostram que três grupos tiveram aceleração importante em maio. Alimentação passou de 0,81% em abril para 1,14%, enquanto Habitação saiu de queda de 0,15% para alta de 0,53%.

As Despesas Pessoais também ganharam força no período, avançando 0,31% após alta de 0,09% no mês anterior.

Por outro lado, alguns segmentos registraram desaceleração ou queda de preços, ajudando a limitar um avanço maior da inflação.

Veja o desempenho dos principais grupos em maio:

  • Habitação: 0,53%
  • Alimentação: 1,14%
  • Transportes: -0,65%
  • Despesas Pessoais: 0,31%
  • Saúde: 0,05%
  • Vestuário: 0,18%
  • Educação: -0,03%

Transportes ajudaram a conter a inflação

O grupo Transportes teve uma das maiores desacelerações do mês. Após alta de 0,85% em abril, o segmento registrou queda de 0,65% em maio.

Saúde também perdeu força, passando de 1,10% para 0,05%. Já Educação ficou praticamente estável, com leve recuo de 0,03%.

A combinação de altas em itens essenciais, como alimentos e custos ligados à moradia, com recuos em transportes e outros serviços, definiu o comportamento do índice no mês.

Mercado acompanha impacto da inflação

Os dados do IPC-Fipe são acompanhados de perto pelo mercado financeiro porque ajudam a medir a pressão inflacionária na maior cidade do país. O comportamento dos preços influencia expectativas para juros, consumo e atividade econômica.

Nos últimos meses, investidores e economistas têm monitorado principalmente os preços de alimentação e serviços, setores que continuam mostrando resistência à desaceleração.

A inflação também segue no radar do Banco Central, que avalia os indicadores para definir os próximos passos da política monetária e da taxa básica de juros.

Carolina Gandra

Jornalista do portal Melhor Investimento, especializada em criptomoedas, ações, tecnologia, mercado internacional e tendências financeiras. Transforma temas complexos como blockchain, inteligência artificial e estratégias de mercado em conteúdos acessíveis e envolventes. Com análises atuais e visão estratégica, ajuda leitores a decifrar o futuro dos investimentos e identificar oportunidades no mercado financeiro.